Suplementos, perda de peso, e seus efeitos

Alimentação 26Nov09

Suplementos, perda de peso, e seus efeitos

Cada vez mais as pessoas estão utilizando suplementos com a intenção de acelerar o metabolismo e assim, supostamente, garantir perda de peso. A especialista na área de nutrição esportiva doutora Tânia Rodrigues diz que os suplementos, chamados de termogênicos, podem ajudar na perda de peso, mas o mais importante é combinar a prática de exercícios com dieta adequada. A seguir, as considerações da especialista.

Quanto seria ideal perder por semana?

É importante salientar que a perda de peso ocorre sempre que o gasto energético ultrapassa a ingestão energética. Sendo assim, a combinação entre o exercício a uma dieta adequada pode remodelar o corpo, e deixá-lo esteticamente melhor e mais saudável. O ritmo de perda de peso em programas de redução de massa corporal deve ser de 0,5 kg a 1 kg por semana, devidamente aconselhados e monitorados por um profissional, através da ingestão calórica reduzida com a escolha de alimentos de baixa densidade energética e pobre em gordura.

Os suplementos ajudam a queimar mais gordura?

Estes suplementos são classificados como “termogênicos”, e são substâncias com ação estimulante que podem aumentar a temperatura corporal, durante um exercício prolongado, ocasionando uma maior queima de calorias e reduzindo o apetite. A composição química destes produtos muitas vezes contém substâncias ou nutrientes que auxiliam na metabolização de gorduras, convertendo-as em energia disponível para o nosso organismo. No entanto, modificações no estilo de vida -incluindo uma dieta equilibrada e saudável e a prática regular de atividade física – são a base do sucesso para a perda e manutenção de peso a longo prazo, já que também as evidências que comprovam a eficiência desses produtos são limitadas.

Os suplementos aceleraram o metabolismo?

Estudos indicam que suplementos termogênicos são efetivos no aumento do gasto energético em jovens sadios. Pesquisas apontam que a efedrina isolada ou combinada com a cafeína tem um potencial significante no aumento do gasto energético.

Há efeitos colaterais?

A ingestão desses suplementos também resulta em um aumento significante da frequência cardíaca e pressão arterial, desidratação, insônia, perda de massa muscular e desequilíbrio hormonal. No Brasil, estes produtos têm venda proibida. A cafeína isolada tem venda permitida e cada indivíduo tem sua dosagem limite para evitar os efeitos colaterais.

Alguns componentes ativos, suas ações e efeitos adversos: a quitosana reduz a absorção de gordura, e a evidência disponível na literatura indica que existem consideráveis dúvidas sobre a sua eficiência na redução de peso em humanos. Efeitos adversos afetam o sistema gastrintestinal causando flatulência e obstipação. Estudos mostram que a efedrina promove uma modesta perda de peso, porém seu uso é associado com sintomas psicológicos, autonômicos, gastrintestinais e palpitações. O citrus aurantium é um extrato da laranja usado com alternativa segura em produtos para perda de peso, mas pode ter efeitos adversos sobre a saúde: contém sinefrina, que possui estrutura semelhante à epinefrina, podendo aumentar a pressão arterial. Existem poucas evidências na sua eficiência no auxílio da perda de peso, pois seu efeito só acontece com altas doses. Estudos mostram que o consumo de cafeína pode promover um aumento nas taxas metabólicas em indivíduos, aumentar a lipólise (quebra de gordura), oxidação de gordura e reduzir a quebra de glicogênio (estoque de glicose no músculo). Porém, é necessário consultar um profissional, pois o consumo de cafeína pode aumentar a pressão arterial, causar insônia e outros efeitos adversos no sistema gastrointestinal.

[Via Chegada]

Empresas Fazem Blitz Contra a Obesidade

Atividades Físicas 26Jun08

Segundo artigo publicado na revista Época Negócios dessa semana, 40% das empresas americanas já têm programas para controlar o peso de seus funcionários.

Isso acontece porque pesquisas comprovam que é financeiramente viável investir na perda de peso de funcionários. Confira a baixo a matéria na íntegra.

Empresas fazem blitz contra a obesidade

Empresas fazem blitz contra a obesidadeNo Brasil ainda pouco se fala no assunto, mas o tema obesidade já está na agenda das empresas americanas. Uma pesquisa realizada pela Conference Board, organismo dedicado a estudar a vida executiva, revela que 40% das companhias dos Estados Unidos implementaram programas para reduzir a obesidade de seus funcionários e que outras 24% planejam tomar a medida até o final deste ano.

Não se trata apenas de zelo. Apesar de a sabedoria popular afirmar que os gordinhos são mais animados e espirituosos, estudos recentes revelam que pessoas acima do peso são consideradas mais lentas e menos eficientes no ambiente de trabalho. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Cincinnati diz que as empresas perdem US$ 1,8 mil por ano com a falta de produtividade de cada um desses profissionais. “A redução de apenas 10% do peso já resulta em ganhos de produtividade para a empresa”, afirma Donna Gates, uma das autoras do estudo.

Outro levantamento, desta vez do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças, órgão do governo americano, revela que os obesos faltam mais ao trabalho. Os números mostram que, na média, eles deixam de trabalhar oito dias por ano, ante três dias dos que têm peso considerado normal.

As companhias americanas têm um prejuízo anual de US$ 45 bilhões apenas com as faltas ao trabalho e as despesas médicas, segundo estimativa da Conference Board. “As empresas precisam prestar atenção ao problema, para o bem dos seus resultados financeiros, assim como o da sociedade e dos próprios funcionários”, afirma Linda Barrington, autora do estudo.

Os programas corporativos de redução de peso dão um retorno de US$ 5 para cada US$ 1 investido, segundo cálculos da Conference Board. Alguns especialistas acreditam, porém, que a melhor política seria dar recompensas financeiras aos funcionários que tivessem redução de peso.

A preocupação das empresas americanas acompanha os índices crescentes do aumento de peso da população. Nos últimos 30 anos, o número de obesos dobrou nos Estados Unidos. Hoje, 34% dos americanos estão acima do peso. No Brasil, a situação é melhor. Levantamento divulgado em março pelo Ministério da Saúde revela que 11% dos brasileiros são obesos, apesar de 43% estarem com sobrepeso.

No livro recém-lançado The Fattening of America (“A engorda da América”), o economista Eric Finkelstein culpa a economia e o avanço tecnológico pela escalada do problema no país. O preço dos alimentos, especialmente o dos mais calóricos, caiu nas últimas décadas. Além disso, as novas tecnologias estimulam o sedentarismo da população. Para Finkelstein, é preciso tornar a redução de peso mais fácil e barata, justamente o contrário do que acontece hoje. Nossa época conspira a favor da obesidade. Por isso, o economista americano afirma não estar certo sobre o sucesso da estratégia desenhada pelas empresas americanas para tentar resolver o problema.

A Opinião da Ramfit

Apesar da matéria apontar dados baseados em pesquisas sérias, algumas pessoas podem se sentir desconfortáveis ao lê-la. Isso porque a matéria generaliza e coloca todos dentro de uma grande média, como se fôssemos todos iguais.

Também devemos considerar que a situação nos EUA chama mais atenção, pois os 34% de gordinhos citados representam 103 milhões de pessoas! Enquanto no Brasil, os 11% representam menos de 1 milhão de pessoas. Isso explica a grande preocupação deles.

De qualquer forma, já há um grande movimento das empresas brasileiras que estão começando a se preocupar com a Responsabilidade Social e implantando planos de melhoria da Qualidade de Vida de seus funcionários. Se você quer levar um pouco mais de saúde para dentro de sua empresa, pode entrar em contato conosco! Os nossos programas de Ginástica Laboral são ótimos para qualquer tipo de negócio!

Produtos Light X Diet – Quais as Diferenças?

Alimentação 24Jun08

Desde o início da comercialização dos alimentos diet, a maioria dos consumidores associaram esses produtos como sendo de baixo valor calórico e, conseqüentemente, permitidos para as pessoas que precisam ou desejam perder os quilos extras. Depois, vieram os light e a confusão se formou. Vejam quais são as características de cada um:

Produtos DietDiet (dietético): elaborado com modificação de algum componente do produto original. Exemplos:

  • Alimento diet sem açúcar: para pessoas diabéticas, como chocolate diet.
  • Alimento diet rico em fibras: para pessoas com obstipação intestinal, como cereais matinais à base de trigo integral.
  • Alimento diet sem sal: para pessoas hipertensas ou com doenças renais, como bolacha água.

Produtos LightLight (“leve”): elaborado para diminuir em pelo menos 25% das calorias do produto original. Pode-se diminuir calorias reduzindo ou eliminando açúcar e/ou gordura. Exemplos:

  • Iogurte light: pode ser elaborado com leite desnatado e sem açúcar, mas acrescido de mel ou ser elaborado com leite desnatado e sem açúcar, mas acrescido de adoçante.
  • Bolo light: pode conter menor teor de gordura e de açúcar ou ser elaborado com menor teor de gordura e sem açúcar.
  • Achocolatado light: pode ser elaborado com leite desnatado, cacau e menos teor de açúcar ou com leite desnatado, cacau desengordurado e com adoçante.

Pessoas que querem emagrecer ou com diabetes, devem ler sempre os rótulos dos produtos para avaliar qual é o mais indicado para seu consumo.

Os produtos light são mais indicados para quem quer emagrecer. Os produtos diet sem açúcar ou light sem açúcar são os indicados para as pessoas com diabetes.

Mas o fato de serem menos calóricos não significa que podem ser consumidos à vontade. Em excesso podem ser prejudiciais à saúde, portanto, consumo com moderação!

Quando o Inverno Chegar…

Atividades Físicas 16Jun08

Quando o Inverno Chegar...

O inverno está chegando e com ele vêm a preguiça e os excessos alimentares. O fato do corpo estar menos exposto durante essa estação, faz com que muitos deixem de lado a preocupação com os exercícios físicos e a alimentação. O resultado já conhecemos: os ponteiros da balança vão lá para cima. Algumas pesquisas já comprovam que há uma tendência de terminar o inverno com, em média, dois a cinco quilos a mais.

Achamos que temos mais fome

No inverno nosso organismo gasta mais energia para a manutenção da temperatura corporal. E na prática há muita gente que sente mais fome neste período. O aumento do gasto energético, porém, não é suficiente para justificar o aumento da ingestão de calorias. Acredita-se que no Brasil, onde o inverno é mais ameno, esse aumento não chegue a 10% do gasto diário calórico para manter o organismo funcionando. O que não serve de desculpa para aqueles que acabam exagerando e se entupindo de chocolates quentes, sopas cremosas ou foundes.

A preguiça é outra armadilha

Nós, treinadores e profissionais de Educação Física, estamos acostumados a ver o sumiço de boa parte dos alunos quando o frio começa a chegar. A maioria das pessoas tende a diminuir – às vezes até a suspender — a freqüência semanal de exercícios. Basta os termômetros registrarem temperaturas mais baixas, para que muitos interrompam a ida à academia ou deixem de fazer suas caminhadas diárias. No inverno, grande parte das pessoas se torna mais preguiçosa para a prática de esportes e acaba preferindo o cobertor, a lareira, um bom filme, e….. um belo saco de pipocas. Está armada a grande arapuca para o sofrimento que virá à tona no começo no verão. Quilos a mais e o corpo totalmente fora de forma.

Os índices de desistência

Um estudo com mais de 300 praticantes de atividades físicas no Brasil revela um dado decepcionante: cerca de 50% das pessoas que começam a praticar atividades físicas abandonam o hábito após um período de seis meses a um ano. Geralmente isso ocorre na época das estações mais frias como outono e inverno. Portanto, fica aqui um alerta: muito cuidado com edredom e a pipoca. Cuide da alimentação, não exagere na gordura e nos doces, e – principalmente – não desista dos exercícios físicos. O inverno também pode ser uma ótima temporada para a prática de esporte. Descubra o jeito de aproveitá-lo de forma saudável.

O Que Comer à Noite?

Alimentação 09Jun08

O Que Comer à Noite?Diversas dietas são divulgadas e sempre bate uma dúvida de qual delas realmente ajuda a emagrecer. Dieta do tipo sanguíneo, dieta líquida, dieta da proteína, dieta da sopa, entre muitas outras. E uma delas, também bastante conhecida, é a que sugere excluir o carboidrato à noite.

Para diferenciar os mitos envolvidos neste tipo de regime, das informações realmente verdadeiras, a nutricionista Flávia Bulgarelli dá 6 dicas para você conseguir emagrecer, controlando os alimentos da última refeição do dia. Confira:

1- Diminua as calorias ingeridas à noite
“O sugerido quando se quer perder peso, é diminuir a ingestão calórica à noite, por isso, de nada adianta cortar o arroz e o pão e substituir por sorvetes, frituras ou qualquer outro alimento tão calórico quanto o carboidrato”, afirma Flávia.

2- Personalize a dieta
É importante ter acompanhamento de um especialista para que ele indique a melhor opção. Ao falar “à noite” muita coisa pode variar. Uma pessoa que dorme à meia-noite merece uma dieta diferenciada de outra que vai para a cama às 21 horas. Essa pessoa que dorme depois da meia-noite, se jantou às 19 horas, não há problemas de ter comido carboidrato”, destaca.

3- Atividade física muda tudo
Se você costuma jantar e depois ir à academia, você precisa comer carboidrato nesta refeição. “O carboidrato é muito importante para os exercícios, já que eles vão oferecer a energia que o corpo precisa na atividade física”, explica Flávia.
E por mais estranho que pareça, quem não pratica exercícios também precisa de carboidratos. ” O carboidrato faz parte do aumento de massa muscular. Uma pessoa que corta o carboidrato da alimentação e não pratica atividade física, tem mais chances de ficar flácida, pela diminuição da musculatura”, ressalta a nutricionista.

4- Faça substituições
Se você e sua nutricionista chegarem à conclusão de que retirar o carboidrato da última refeição vai lhe beneficiar, sua opção é comer algumas coisas que também vão oferecer nutrientes importantes. “O carboidrato pode ser substituído por lentilha, ervilha, grão de bico, legumes e verduras”. Flávia ainda sugere 1 copo de leite semidesnatado, ou 2 fatias de queijo branco, ou 1 iogurte desnatado, ao invés dos pães, massas e arroz.

5- Dê preferência aos alimentos integrais
Você pode substituir o pão francês por alimentos integrais, por exemplo. “Essa é uma excelente alternativa para quem quer controlar o peso, porque eles possuem uma maior quantidade de fibras – o que favorece a saciedade e, conseqüentemente, come-se menos”, destaca a especialista.

6- Não durma com fome
Caso você tenha a idéia que quanto menos comer à noite melhor, pode mudar a sua rotina. Flávia afirma que “dormir com fome é mais prejudicial do que ingerir um alimento leve que lhe deixe satisfeita, pois com o sono prejudicado, toda a função do metabolismo estará comprometida”.

Fonte: Minha Vida

Por Uma Vida Mais Saudável: Atividade Física!

Atividades Físicas, Recomendações Médicas 23Apr08

A freqüência cardíaca:

  • É o melhor parâmetro para se monitorar a atividade física;
  • Não pode exceder a certos limites (que garantem sua segurança para não alterar o ritmo do coração e não ter prejuízo à sua irrigação, evitando a estafa do músculo cardíaco com falência e até a morte do indivíduo);
  • Deve subir até um determinado limite que varia conforme a idade, o objetivo do exercício e o próprio condicionamento de cada um.

Seu limite de segurança pode ser indiretamente estabelecido (gráfico ou equação)

Freqüência Cardíaca Ideal

Gráfico
Demonstra a freqüência cardíaca ideal para se praticar atividade física conforme a idade.
Abaixo de certa freqüência cardíaca, o exercício pode ser ineficaz. Acima de certa freqüência, pode proporcionar um bom condicionamento cardio-vascular.

Equação
Valor máximo para treinamento cárdio-respiratório = ( 220 – idade ) x 0,85
Valor mínimo para treinamento e máximo para perda de peso = ( 220 – idade ) x 0,75
Valor mínimo para perda de peso = ( 220 – idade ) x 0,65

Ex: indivíduo com saúde, sem restrições, de 50 anos, que deseja perder peso:
Freqüência Máxima = ( 220 – 50 ) x 0,75 = 128
Freqüência Mínima = ( 220 – 50 ) x 0,65 = 111
Este mesmo indivíduo, querendo treinar: Freqüência Máxima = ( 220 – 50 ) x 0,85 = 145

É fundamental, para quem pretende usufruir dos benefícios da atividade física, que a faça com critério, ponderação e devidamente orientado. Consulte sempre seu médico e seu profissional de educação física para maiores informações, dúvidas e seguimento.

Obs.: Entrem no site www.dragisele.med.br, no item “Artigos” e vejam as novidades em fotoproteção.

Dra.Gisele Barbosa
Médica formada pela USP, pós graduada em Medicina Estética pela Sociedade Brasileira de Medicina Estética.

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