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	<title>Ramfit no seu Dia-a-dia! &#187; Gasto Calórico</title>
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	<description>Tudo sobre qualidade de vida: esportes, treinos físicos, alimentação, equipamentos e mais!</description>
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		<title>Mais Força</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 20:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades Físicas]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendações Médicas]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
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		<description><![CDATA[Especialistas reavaliam recomendação mínima de atividades físicas e afirmam que gasto calórico não deve ser único fator considerado para alcançar benefícios. Fazer uma caminhada leve três vezes por semana é o mínimo necessário para manter a saúde e se proteger de problemas como diabetes e osteoporose, certo? Errado. Divulgada neste mês, a nova diretriz da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Especialistas reavaliam recomendação mínima de atividades físicas e afirmam que gasto calórico não deve ser único fator considerado para alcançar benefícios.</em></p>
<p>Fazer uma caminhada leve três vezes por semana é o mínimo necessário para manter a saúde e se proteger de problemas como diabetes e osteoporose, certo? Errado. Divulgada neste mês, a nova diretriz da ACSM (American College of Sports Medicine) mostra que, para a atividade física ter efeito significativo sobre a saúde, é necessário suar a camisa.<br />
Os exercícios aeróbicos devem ser praticados pelo menos cinco dias por semana, numa intensidade de moderada a intensa, e dois dias devem ser dedicados a atividades de fortalecimento muscular.</p>
<p>E nada de incluir nessa conta a ida até a padaria ou a faxina em casa: os 30 minutos de exercícios devem ser um adicional às atividades do dia-a-dia. Para quem acha esse ritmo puxado, uma observação: essa é a meta mínima. Quem quer emagrecer precisará malhar ainda mais. Além disso, ressaltam os pesquisadores, quanto maior a quantidade de exercícios, melhor para a saúde -especialmente em relação a doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, osteoporose, obesidade, câncer de cólon e de mama, ansiedade e depressão.</p>
<p>&#8220;Muitos adultos saudáveis já podem começar a fazer meia hora de atividades de intensidade moderada -como caminhar aceleradamente- cinco dias por semana. Quem estiver muito fora de forma pode começar com dez ou 15 minutos de atividade por dia e aumentar progressivamente até alcançar os 30 minutos. De modo geral, as pessoas conseguem fazer uma sessão de meia hora em quatro ou seis semanas&#8221;, disse à Folha William Haskell, professor da Escola de Medicina da Universidade Stanford e coordenador da nova diretriz.</p>
<p>Principal entidade norte-americana de medicina do esporte, a ACSM elaborou o documento em parceria com a AHA (American Heart Association), com base em estudos realizados em todo o mundo, e suas orientações devem ser adotadas por diversos países, incluindo o Brasil. &#8220;Como temos poucos estudos no Brasil, não dá para nos basearmos em dados nacionais. O que existe são publicações de maior relevância científica como essa&#8221;, afirma Arnaldo José Hernandez, presidente da SBME (Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte).</p>
<p>Apesar dessa influência, o documento também tem recebido críticas. Teme-se, por exemplo, que a maior rigorosidade da orientação possa desestimular as pessoas a se engajarem num plano de atividades físicas. Outro argumento é que não há uma fórmula que valha para todo mundo, sem levar em conta características individuais.<br />
&#8220;Não existe receita de bolo&#8221;, afirma Rene Abdalla, professor de ortopedia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e coordenador do Centro de Ortopedia e Reabilitação no Esporte do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo. &#8220;Cada um tem o seu limite. O mais importante é a regularidade.&#8221;</p>
<h3><span style="color: #008000;"><span class="submenularanja">Gasto calórico?</span></span></h3>
<p>O estudo é uma atualização da diretriz lançada pela ACSM em 1995. Na época, afirma José Lazzoli, presidente eleito da SBME, acreditava-se que o fator mais importante na prática de exercícios era o gasto calórico semanal.<br />
Isso levou a um conceito de &#8220;exercício como estilo de vida&#8221; -ou seja, pregava-se que pequenos hábitos no dia-a-dia, como a substituição do elevador pela escada, levariam a pessoa a alcançar a meta de gasto calórico e resolveriam o problema do sedentarismo.<br />
Além disso, os autores do documento afirmam que alguns aspectos da diretriz de 95 foram mal-interpretados e, por, isso, a nova versão é mais explícita em suas recomendações, como a necessidade de exercícios de intensidade vigorosa.<br />
De acordo com a nova diretriz da ACSM, pesquisas recentes mostram que exercícios de intensidade vigorosa são mais eficazes na redução de riscos cardiovasculares do que atividades de intensidade moderada, independentemente do gasto calórico.<br />
Já a retenção de cálcio e o fortalecimento da massa óssea, importantes na prevenção da osteoporose, dependem do impacto sobre o osso durante o exercício -nesse sentido, correr é mais indicado do que fazer hidroginástica, diz Hernandez, na SBME. &#8220;Antes, a questão era fazer ou não fazer atividade física. Agora, a dica é: não parar o que você já faz, mas incluir atividades mais intensas.&#8221;</p>
<h3><span style="color: #008000;"><span class="submenularanja">Musculação?</span></span></h3>
<p>&#8220;Fazer uma caminhada leve três vezes por semana vai ajudar a controlar a pressão arterial, mas não tem efeito no controle do diabetes -a queima que ocorre é de gordura, e não mexe no consumo de açúcar pelo organismo&#8221;, explica Paulo Zogaib, professor de fisiologia e medicina do exercício da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).<br />
Para ele, uma das mudanças mais importantes da nova diretriz é a introdução dos trabalhos de força muscular na lista de atividades básicas. O próprio diabetes tipo 2 serve como exemplo dos benefícios que advêm da junção dos trabalhos de fortalecimento muscular com os aeróbicos. &#8220;O exercício aeróbico queima pouco açúcar. Em compensação, ajuda a melhorar a sensibilidade dos receptores de insulina. Já a musculação aumenta a capacidade de o organismo metabolizar o açúcar&#8221;, afirma Zogaib.<br />
Ainda segundo o médico, o fortalecimento muscular é especialmente importante para pessoas na terceira idade, já que, a partir dos 50 anos, tem início a diminuição dos hormônios anabólicos, com conseqüente perda da massa muscular. Segundo Lazzoli, da SBME, &#8220;não há nenhuma faixa etária que se beneficie mais do fortalecimento muscular do que a terceira idade&#8221;.</p>
<h3><span style="color: #008000;"><span class="submenularanja">Idosos?</span></span></h3>
<p><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://www.ramfit.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/idoso_malhando.jpg" alt="Terceira Idade" width="215" height="201" />Outra novidade da diretriz são as recomendações específicas para a terceira idade e para essoas com limitações físicas. Segundo o trabalho, esse grupo também tem de se exercitar pelo menos cinco vezes por semana e fazer atividades de fortalecimento muscular.<br />
&#8220;Além de aumentar a força física, a musculação melhora os sintomas de quem tem artrose e, por causar impacto, ajuda a manter a densidade óssea&#8221;, afirma Ricardo Cury, da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia).<br />
Uma orientação específica da entidade para idosos são os exercícios de flexibilidade e de equilíbrio.<br />
Sessões de alongamento devem ser realizadas ao menos dois dias por semana e sempre acompanhar a prática de uma atividade aeróbica ou de fortalecimento muscular. Segundo o documento, a atividade física pode reduzir o número de quedas em idosos em até 45%.<br />
Mas, antes de o idoso dar início a qualquer exercício, os autores da nova diretriz recomendam a elaboração de um plano de atividades com um especialista. Isso é fundamental para que sejam levados em consideração os efeitos terapêuticos da atividade e os riscos relacionados a problemas crônicos. A dica vale mesmo para idosos saudáveis e sem problemas crônicos.</p>
<h3><span style="color: #008000;"><span class="submenularanja">Exames?</span></span></h3>
<p>Já adultos saudáveis não precisariam consultar um médico para seguir a recomendação mínima da diretriz, segundo informa o próprio documento. Os exames só seriam necessários para pessoas com doenças cardiovasculares, diabetes ou outra doença crônica.<br />
Segundo Haskell, coordenador do trabalho, trata-se de uma orientação populacional, e não específica. &#8220;O risco desses exercícios para um adulto saudável é muito baixo.&#8221;<br />
&#8220;A filosofia dessas orientações populacionais é não criar muitas barreiras para a prática de exercício&#8221;, afirma Lazzoli. &#8220;Mas acho que é interessante fazer exames antes de iniciar qualquer atividade, já que os problemas cardiovasculares são, na maioria das vezes, doenças silenciosas.&#8221;<br />
Outro ponto polêmico da diretriz é que ela não estabelece um limite máximo para a prática de atividades. Segundo o trabalho, esse dado não foi estabelecido porque varia muito conforme a idade, o sexo e a composição corporal, entre outros fatores. Mas os autores afirmam que exceder a recomendação mínima reduz o risco de doenças relacionadas à inatividade.<br />
Alguns especialistas vêem essa orientação com preocupação. &#8220;Uma alta carga de exercícios traz não só vários benefícios mas também um alto risco de lesão&#8221;, afirma Cury, da SBOT.<br />
Segundo Zogaib, é preciso ficar alerta a alguns sinais de excesso. &#8220;A pessoa não deve sentir dor, desconforto, falta de ar excessiva, náuseas, tontura -isso mostra que algo está errado&#8221;, afirma. Nesse caso, é preciso procurar um especialista que possa identificar o problema.<br />
Para Abdalla, da Unifesp, mais importante que a intensidade ou o tipo de exercício é praticar atividades físicas com regularidade. Contrariando a nova diretriz, ele defende que fazer exercícios três vezes por semana &#8220;funciona muito bem&#8221;. O principal problema, afirma, está em ter um cotidiano sedentário e decidir se transformar em esportista a cada final de semana.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Amarílis Lage</strong><br />
Reportagem publicada na <a title="Mais Força" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq3008200701.htm" target="_blank">Folha de São Paulo</a> de 30/08/2007</p>
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