Você conhece a “Corrida Vertical”?

Esportes 16Aug10

Apesar de possuir velozes elevadores, capazes de causar pressão nos ouvidos dos passageiros não habituados, são as escadas do prédio da Nestlé, em São Paulo, que serão percorridas por atletas como corredor italiano Marco de Gasperi em 29 de agosto, quando o Brasil passará a integrar o circuito mundial de corrida vertical.

São Paulo irá abrigar corrida vertical

São Paulo irá abrigar corrida vertical

A modalidade, na verdade, ainda não existe no país e será inserida com patrocínio da companhia de alimentos, organização da agência Mix Brand Experience e apoio da prefeitura de São Paulo. A etapa paulistana irá compor a competição oficial da Federação Internacional de Skyrunning.

O esporte consiste em subir escadas. Contudo, por mais básico que possa parecer, há estratégias específicas, como a decisão de saltar degraus de dois em dois ou equilibrar esforço físico para que seja possível completar o trajeto em boa velocidade. “Nosso objetivo é conquistar a população e, de fato, é algo que tende a virar mania”, afirma Marco Scabia, sócio-diretor da Mix.

O prédio da Nestlé, local escolhido para representar o Brasil, possui 142 metros de altura, 31 andares e 765 degraus, mas parece pequeno diante de outras etapas. Em Taiwan, o edifício Taipei 101 possui 448 metros, 91 andares e 2.046 degraus, o mais alto do circuito mundial. Ainda há o Empire States, em Nova Iorque, e outros arranha-céus em Itália, Reino Unido, Suiça, Alemanha, Austrália, Espanha e Cingapura.

Os responsáveis por introduzir a corrida vertical no Brasil defendem o fácil acesso à população e os benefícios obtidos em termos de saúde. “Subir escadas por dez minutos é equivalente a uma hora e quarenta minutos de caminhada em queima energética”, exemplifica Scabia.

Nesse contexto, a prefeitura de São Paulo pretende explorar o número de corredores de rua existentes na cidade e pretende agir como fiscal. “Falta espaço para a prática de corridas e edifícios não faltam em nossa cidade”, explica a supervisora de corridas de rua da secretaria de esportes de São Paulo, Solange Menzel.

Para justificar a introdução de nova modalidade na capital de um dos principais estados do país, a supervisora cita benefícios à economia paulistana. “Em Nova Iorque, a corrida vertical gera US$ 40 milhões e atrai quase 40 mil pessoas, das quais 10 mil são estrangeiros”, argumenta Menzel. “Além do turismo, esse esporte ainda irá criar feiras e eventos sociais”.

Aos turistas, a vista proporcionada pelo edifício da Nestlé, inicialmente construído pelo Bank of Boston, adquirido posteriormente pelo banco Itaú e, em 2008, pela empresa de alimentos, engloba a Ponte Estaiada, moderna construção inaugurada em maio de 2008, a usualmente congestionada Marginal Pinheiros e o rio que lhe dá nome.

Maiores informações: http://www.corridavertical.com.br/

[Por Rodrigo Capelo]

A influência do frio no organismo dos corredores

Esportes 10Aug10

As baixas temperaturas fazem com que o corpo do corredor fique mais suscetível a sofrer com lesões e até hipotermia. Veja como prevenir-se da influência do inverno durante a prática da atividade física

Para os corredores, o frio não é só um inimigo por instigar em alguns a preguiça, o sono ou até mesmo a gula. Temperaturas baixas também podem ser responsáveis por causar lesões e contraturas, que são os maiores pesadelos dos esportistas.

Preocupação constante de quem pratica uma atividade física, o frio é tratado com muito mais cautela nos países onde as temperaturas baixas são mais recorrentes. Nesses locais, cujos termômetros abaixam do 0°C, os treinos acontecem em ginásios fechados, isolando termicamente os corredores para que não recebam diretamente a temperatura.

“Para um atleta, praticar a corrida no frio extremo, em uma temperatura que não está totalmente adaptado, pode trazer consequências como problemas nas articulações, além de câimbras, entorses e estiramentos”, afirma Raúl Santos de Oliveira, fisioterapeuta, que também enfatiza um dos piores problemas das temperaturas baixas.

“O frio intenso, que ocorre principalmente em outros países, mas dificilmente no Brasil, também pode levar a hipotermia, problema na desregularização da temperatura corporal, caindo para menos de 35ºC, que pode até levar à morte. Por isso, caso for correr em lugares assim, é preciso se adaptar melhor para essas condições”.

Começando a aclimatação

Para quem não está acostumado com certas temperaturas, correr no frio pode ser complicado e a performance pode não ser a esperada. Para que o clima frio passe a ser considerado normal, é preciso que haja um processo denominado “aclimatação”.

“Esse processo é de extrema importância para os corredores, que devem fugir ao máximo das contraturas. A aclimatação deve ocorrer paulatinamente, abaixando a temperatura aos poucos”, explica Rodrigo Lobo, diretor técnico da Lobo Assessoria Esportiva.

Partindo para os treinamentos

Nas temperaturas baixas, o organismo parece sofrer com um tipo de “endurecimento”. Além disso, há uma resistência maior do corpo para a prática do esporte. Isso acontece porque há, no frio, uma redução cardíaca, respiratória e até da pressão arterial. É aí que entra a importância do aquecimento.

“Antes de começar a correr, deve ocorrer um aquecimento e alongamento muito bem feitos”, diz o fisiologista, que acrescenta. “Nas primeiras passadas, é possível começar a correr até com agasalhos, mas estes devem ser retirados com o aumento da temperatura corporal”, salienta.

Além de se preparar bem, algumas vestimentas, dependendo, é claro, da temperatura, não podem faltar. “Dependendo do frio, pode-se usar luvas e toucas, mas a melhor coisa é planejar os treinamentos e tentar inovar para dar mais ânimo, como correr em grupo”, finaliza Lobo.

Orientações

Veja algumas recomendações do National Collegiate Athletic Association para a evitar lesões e hipotermia durante a prática da atividade física em temperaturas baixas:

  • Dieta equilibrada com mais substratos energéticos, como por exemplo carboidratos;
  • Uso de roupas apropriadas e manter-se seco. Várias camadas para estabelecer um melhor aquecimento, evitando materiais como algodão, que retêm a umidade e pode contribuir para uma maior perda de calor;
  • Proteção das mãos e cabeça. Pode haver perda de até 50% do calor pela cabeça;
  • Hidratação adequada;
  • Exercícios de aquecimento e alongamento prévios à atividade física;
  • Ausência de álcool, nicotina e outras drogas. Esses agentes causam vasoconstrição ou vasodilatação (contração dos vasos causando diminuição ou aumento de seus diâmetros) superficial, comprometendo a regulação da temperatura corporal.

[Por Maurício Belfante]

Eu corro, e você?

Atividades Físicas 21Jan10

Muitos correm, mas porque?

Link para o vídeo.

Mais vídeos de corridas em OxigênioTV. Vai lá, antes de colocar o tênis!

Limites do corredor

Recomendações Médicas 04Nov09


Vídeo

O ortopedista, José Marques Neto, dá dica sobre os limites do corredor.

Onde está o limite?

Esportes 12Aug09

Não precisa ser corredor para perceber a beleza do comercial Inspire-se, da Olympikus. Todos os nossos alunos já comentaram, porque ele capta muito bem as dificuldades do dia-a-dia de todo corredor e as transformam em conquistas, afinal, “onde está o limite?

Prefira Correr na Grama

Atividades Físicas, Recomendações Médicas 04May09

Além de fortalecer as pernas, correr na grama previne lesões, afinal a corrida é composta de movimentos cíclicos e repetitivos. Tais movimentos provocam milhares de choques dos pés contra o solo, que, em respeito à lei da física, de ação e reação, responde com igual força em sentido contrário aos membros inferiores e coluna. Quanto mais longa a distância, maior a força exercida.

Prefira Correr na Grama

Em uma corrida de 15 km, sofremos 5.000 impactos em cada perna, totalizando 10.000. E isso será por demais agravado se realizado em solo duro, como asfalto e cimento, e com tênis inadequados.

Estudos apresentados no American College Sports of Medicine, demonstram que o piso gramado pode reduzir em até 80% o impacto das passadas durante a corrida. Nos Estados Unidos, os atletas de elite fazem seu aquecimento (warm-up) antes dos treinos de pista, em uma outra pista de grama, construída especialmente para este fim.

O piso gramado, por ser macio, favorece o fortalecimento das pernas (em geral). Já o piso de asfalto, devido ao solo duro, predispõe o corredor a micro lesões, podendo até comprometer o seu futuro.

Asfalto, só para competições ou treinos específicos de ritmo, mas com tênis bem acolchoado. Saiba que muito treino em asfalto pode lhe deixar lento e com a musculatura atrofiada (encurtada), devido aos movimentos repetitivos.

Cuidado se você estiver acima do seu peso ideal (mesmo que seja “apenas 5 quilos”), opte por correr em grama, para evitar o risco de uma sobrecarga nos joelhos e coluna.

Após uma competição em prova pedestre (asfalto), faça a sua recuperação em grama e sinta o alívio que este tipo de piso lhe proporcionará para a musculatura de suas pernas.

Outro fato interessante, quando se corre no piso gramado, há uma tendência a reduzir o ritmo, o que é ótimo para a melhoria do sistema cardiorespiratório, queima de gordura e ganho de resistência.

Escolha um piso gramado e boas corridas.

O Impacto é Sempre o Vilão?

Atividades Físicas, Recomendações Médicas 16Apr09

osteoporose

É muito comum ouvir falar que o “impacto estraga as articulações do joelho, pode ocasionar entorses de tornozelos, piora a compressão das vértebras ou de uma hérnia”. Mas é importante sempre lembrar que na medicina também se aplica aquela famosa regra da vida, na qual os extremos são ruins: nem impacto de menos e nem impacto demais.

Para as pessoas que vão começar a praticar exercício físico precisa passar por um especialista do esporte (seja ortopedista, professor de educação física ou fisioterapeuta) para saber se já possui ou não fatores de risco, tanto para excesso quanto para pouco impacto; exames físicos; peso e altura; lesões anteriores ou atuais; exames de imagem quando necessário.

Já era conhecido que os astronautas quando voltavam do espaço, não conseguiam ficar em pé, devido a uma osteopenia/osteoporose e atrofia muscular. Devido a falta de gravidade, não havia esse famigerado “impacto” que é necessário para que haja uma “fixação de cálcio” (manter ou aumentar a densidade óssea) e “fortalecimento da musculatura”. Por isso, os astronautas de hoje fazem exercícios em pleno espaço para diminuir esses efeitos deletérios.

Como hoje o impacto leva a culpa por diversas lesões, que de fato é verdadeiro para as pessoas não orientadas adequadamente, nos atletas de fim-de-semana ou nas pessoas com fatores de risco, é importante estar ciente de que ele é necessário para melhorar sua osteopenia ou prevenir uma osteoporose, por exemplo.

Por isso, a única vantagem (se é que podemos assim dizer) das mulheres idosas “gordinhas” sobre as “magrinhas”, são que elas por terem muito peso sobre os ossos, sofrem esse impacto e têm um grau menor de osteopenia/osteoporose. Geralmente você já ficou sabendo de uma senhora magrinha que caiu da própria altura e quebrou a perna, mas escutar o mesmo diagnóstico de uma senhora gordinha já é menos freqüente.

Assim, uma atividade física exclusiva em piscina (como hidroginástica) indicada para uma senhora, talvez não seja a melhor opção. Provavelmente deva se associar musculação junto. Isso dependerá muito da indicação do ortopedista e do profissional que acompanhará os treinos.

Diferente do caso das pessoas com excesso de peso, que por terem tanto impacto nas articulações acabam por desgastá-las, ocasionando artrose / osteoartose. Nesse caso sim, o impacto deve ser reduzido, com em uma hidroginástica, por exemplo.

O mais importante é saber que cada pessoa é diferente e que portanto tem necessidades diferentes. Não é tudo que sai na mídia que se aplica a todos. Procure um especialista para você!

Dra.Gisele Barbosa
Médica formada pela USP, pós graduada em Medicina Estética pela Sociedade Brasileira de Medicina Estética.

Estresse Fisiológico no Calor

Atividades Físicas 14Dec08

Uma manhã de domingo ensolarada é muito convidativa para quem gosta de fazer exercícios físicos ao ar livre. Pelo menos uma corridinha em volta da represa, na praia ou mesmo nas ruas do bairro sempre acontece. Cuidado!!! Sol e exercício, dependendo da intensidade de ambos podem se tornar uma combinação perigosa, nós seres humanos toleramos variações relativamente pequenas em nossa temperatura interna (central), tanto para o frio como para o calor, mas neste artigo nos concentraremos no calor.

O calor gerado pelos músculos utilizados durante o exercício pode elevar a temperatura interna (central) até níveis febris que poderia incapacitar uma pessoa se isso fosse causado apenas por um estresse externo induzido pelo calor. Aqui surge uma questão: Como os maratonistas e os triatletas participam de provas de longa duração em baixo de sol e continuam vivos?! A resposta é simples, indivíduos com boa aptidão aeróbia podem trabalhar por períodos mais longos em ambientes extremamente quentes e tolerar níveis mais altos de temperatura que aqueles com menor aptidão ou sedentários. Além disso, possuem acompanhamento com fisiologistas e treinadores que controlam a sua alimentação e HIDRATAÇÃO (manutenção dos líquidos corporais e seus componentes). Resumindo, menos de 1% da população mundial se enquadra neste perfil (atleta preparado) e com certeza a porcentagem de pessoas que saem pelas ruas correndo é maior que a mesma, cuidado atletas de final de semana!!!

A prática de exercício sob altas temperaturas favorece a desidratação (perda de líquido corporal causando hipoidratação), porque o calor impõe uma demanda às reservas líquidas do corpo ocasionando transpiração excessiva reduzindo o volume plasmático. Isso causa insuficiência circulatória e nos casos extremos a temperatura central sobe até alcançar níveis letais.

A forma mais efetiva de minimizar os riscos da hipertermia (super elevação da temperatura corporal) é criar o hábito de fazer uma boa hidratação. Um atleta ou mesmo um praticante de exercícios físicos bem hidratado, consegue se exercitar num nível mais alto que um outro que se exercita em estado de desidratação. A ingestão de uma quantidade levemente “extra” de água aproximadamente 10 minutos antes de exercitar-se no calor pode proporcionar uma pequena proteção termorreguladora, retardando a hipoidratação e acarretando uma elevação menor na temperatura central, porém, não descarta a necessidade de reposição hídrica contínua durante o exercício.

A quantidade de líquido a ser ingerida antes, durante e após o exercício é relativa, ou seja, não existe uma receita universal. Cada indivíduo possui um determinado peso corporal e uma capacidade de retenção hídrica individual, além disso, a necessidade de ingestão hídrica varia para o mesmo indivíduo em dias diferentes devido às variações climáticas e na intensidade do exercício. O indicado é que a perda hídrica durante o exercício não chegue a 2% do peso corporal. Portanto hidrate-se!!!

Thiago Montechiesi é Coordenador e Avaliador Físico na Academia Total Sport em Vinhedo/SP e também Distribuidor Independente de Produtos de Nutrição.

2ª Ramfit 6K

Ramfit 11Nov08

Olá corredores!!

Já estão abertas as inscrições para a 2ª Ramfit 6K, que acontecerá dia 07/12/2008, no Parque Villa Lobos. A corrida será às 08:00, mas cheguem às 7:40 para fazer o aquecimento! Queremos que você termine a corrida esbanjando saúde!

O custo é de R$ 30,00 e todos ganharão a camiseta Dry-Fit especial do evento, água mineral à vontade, barrinha energética, lanches e medalhas para aqueles que completarem o percursso que será de 6 km. Além disso, haverá sorteio de brindes no final da prova!

Inscrição

As inscrições estão sendo feitas via Orkut. Caso você não tenha uma conta, ligue para o Prof.Rafael (11-9124-8789) e garanta sua participação!
Agora vocês poderão ver e interagir com quem já confirmou a participação. Se quiserem conversar sobre a corrida, usem a Comunidade da Ramfit ou os comentários deste post!

Algumas Fotos das Últimas Corridas

1ª Ramfit 6K

1ª Ramfit 6K

1ª Ramfit Running

1ª Ramfit Running

2ª Ramfit Running

2ª Ramfit Running

Boa Forma: Blog da Corredora

Atividades Físicas 15Jul08

Boa Forma: Blog da Corredora

A Revista Boa Forma está promovendo um desafio: Preparar a Jaque para encarar uma corrida de 10km em 3 meses e ainda perder alguns quilos!

Foi a motivação que a galera que sempre quis correr e não conseguia ganhou! Isso porque a Jaque nunca tinha corrido antes e era uma sedentária como tantos!

E o melhor, como ela é repórter, se comprometeu a escrever sobre sua jornada no Blog da Corredora, que foi criado especialmente para esse desafio! Uma excelente iniciativa, pois vocês poderão acompanhar as dificuldades e as alegrias que esse desafio proporcionará!

Veja o perfil da Jaque:
Perfil da JaqueNome: Jaqueline Costa
Idade: 26 anos
Raio-X
: 1,65 metro de altura e 62 quilos
Meta
: ao fim dos três meses correr uma prova de 10 quilômetros e perder 6kg
Acordo
: contar para vocês, no Blog da Corredora, suas dificuldades e conquistas diárias.

Nós que trabalhamos com educação física ficamos muito felizes ao ver que ações como essa têm influenciado muitas pessoas, basta olhar nos comentários deixados para a Jaque.

Tem gente que criou tanta motivação que até estão se mobilizando para cumprir a mesma meta da Jaque! Vejam aqui e aqui.

Parabéns a todos!

Se você quiser correr com acompanhamento profissional, além de conhecer mais pessoas para correr com você, participe dos nossos próprios Grupos de Corrida ou treine no nosso programa de Personal!

blank