Treino errado nas academias gera epidemia de lesões

Atividades Físicas 13Oct08

Recomeça a corrida maluca às academias. Como em toda véspera de verão, as salas de musculação incham, as aulas de bike bombam. E sobe o índice de sarados machucados.

Ali, onde se busca saúde, são fabricadas também –com cinturas de pilão e barrigas de tanquinho– contusões, dores, doenças que incapacitam.

Não há estatística associando uma artrose precoce ao abuso de “leg press”. Nem a mesa de cirurgia de hoje à mesa romana de ontem (aparelho em que a vítima, de bruços, chuta o ar com a barra de ferro nos tornozelos). Mas há ortopedistas, fisioterapeutas e professores de olho nessas relações. Eles identificam uma epidemia de lesões causadas pelo tipo de treino praticado na maioria das 10 mil academias do país (somadas também as informais).

“As características genéticas de cada um não são respeitadas nesses treinos”, diz a fisioterapeuta Mônica Gianotti, especializada em medicina do comportamento pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). “Os professores não sabem identificar sinais patológicos nem a má postura nos aparelhos. O resultado são mais distúrbios musculoesqueléticos.”

Reabilitado após uma lesão no ombro e outra no quadril, o economista Rafael Biral faz o supino inclinado, em segurança

Reabilitado após uma lesão no ombro e outra no quadril, o economista Rafael Biral faz o supino inclinado, em segurança

O que a fisioterapeuta vê na clínica o economista Rafael Biral sente na carne. Acostumado a correr, jogar bola e passar duas horas na academia, parou tudo depois de uma lesão no quadril, que se tornou crônica.

Não foi só o quadril. Antes, Rafael, 29, já tinha rompido o tendão do ombro por estresse, quer dizer: não por trauma, e sim pelo esforço feito num mesmo lugar do corpo por longo período. Ou, em português claro: pela violência repetida de um exercício que ou era contra-indicado, ou feito errado.

A dor estava lá fazia tempo, mas o economista seguia treinando. Até que operou. “Meu ombro não ficou cem por cento. Fui o maior culpado.”

Depois do castigo de dois anos parado, Rafael diz ter descoberto uma fisioterapia “diferente” e outro jeito de se exercitar. “Mudei o estilo. Freqüentei academias grandes e pequenas. Em todas, a orientação era ruim. São espaços da estética, a saúde não é considerada.”

É, academia não é mesmo um “ambiente cuidador”, comenta Alexandre Blass, atual treinador de Rafael. Mestre em esporte de alto rendimento, Blass aponta a distância entre a universidade e o comércio de fitness como uma das causas dessas falhas: “A complexidade da atividade física exige mais conhecimento. Academias até têm médico, fisioterapeuta, educador. Mas não integram essas áreas”.

Integrado ao fisioterapeuta Marcelo Semiatzh, Blass trabalha na preparação de quem corre, ou treina, e quer melhorar seu desempenho sem elevar o risco de lesão. A metodologia da dupla é desenvolver a percepção e a coordenação da pessoa, reeducando sua postura.

Semiatzh diz que a faixa etária do público de academia vem aumentando e que, se é bom que mais gente saia do sedentarismo, nem todos estão preparados para tudo. Especializado em reeducação postural, o fisioterapeuta diz que, em vez de tanta puxação de ferro e aulas “energéticas”, o ideal seria treinar a pessoa a suportar o peso do corpo e a elevar a eficiência nos gestos do dia-a-dia.

Pesadelos de salto alto

Ao deixar a vida sedentária, dez anos atrás, a empresária Priscilla Todeschini, 39, partiu para musculação, spinning e esteira. “Aí entrei nessa de correr.” Com a meta da maratona de 2000 em Nova York, ela aumentou o ritmo. Teve contratura na panturrilha direita. Depois, rompeu o músculo sóleo, na panturrilha esquerda. “Vivi nove anos com dores incríveis. Acordava como se tivesse dormido de salto alto.” Também teve fratura por estresse na perna direita. “Hoje, com a consciência que tenho, acho sala de musculação um terror. Ninguém sabe que aparelho fazer, como sentar. A orientação dada é generalizada.”

A empresária, mesmo com dores, não desistiu de correr. Passou por equipes profissionais até conhecer, na academia, um professor que fazia um trabalho específico em corrida e pesquisava dor e prevenção de lesão. “Aprendi a entender meu corpo. Deixei de fazer uma série de exercícios, mas corro o mesmo que antes. A diferença é que não tenho dor nenhuma.”

O treinador de Priscilla, Luiz Fernando Alves, passou por sete academias. Formado em esporte e pós-graduado em biomecânica, fisiologia, traumatologia e reabilitação pela USP, ele critica o sistema da avaliação pro forma, que impera: “Não existe uma análise postural capaz de guiar a orientação na esteira, bicicleta ou musculação. A avaliação física nunca oferece informações para uma conduta preventiva, que deve ser observada em academias”.

Para esse professor, cuja linha de trabalho é a correção sistemática de movimentos e o despertar da percepção do corpo, alguns simples ajustes biomecânicos, tanto nas aulas coletivas como nos treinos individuais, poderiam evitar dores. “Mas o profissional de educação física não é preparado para ler o corpo do aluno e vetar exercícios que vão exacerbar os desequilíbrios existentes”, diz.

O que “pega” mais

Hoje, segundo Luiz Fernando, os cursos de atualização em biomecânica ensinam qual exercício “pega” mais o músculo “X” ou “Y”. “Você aprende que aquele movimento vai ativar mais o peitoral ou o glúteo, mas a custo de quê? Preserva articulação? Protege ligamentos? Nada disso é visto na faculdade. O disseminado, hoje, é o que “pega” mais. Se está “pegando”, está bom”, ironiza.

O que “pegou” para o médico infectologista Décio Diamente, 50, foi ombro. E joelho. Ele freqüentava academia de forma intermitente, como a maioria dos 5% de brasileiros matriculados. “Fazia, parava, fazia, parava. Parava por questões profissionais, ou por lesões”, diz.

O médico começou por recomendação, para fortalecer clavícula e escápula. “Mas acabei entrando no sistema massificado: máquinas, esteira. Quando percebia, estava com dor.” O problema virou crônico. Teve tendinite com bursite no ombro (inflamação no tendão com a doença reumática que inflama as bursas, cavidades que contêm o líquido sinovial). “Doía muito e dói ainda.”

Pior foi o joelho esquerdo, que “abriu o bico” aos poucos. Culminou com ruptura de menisco, neste ano. Operou em maio e, desde então, faz fisioterapia e treinamento especial.

“Eu não associava as lesões aos treinos. Mas, no caso do joelho, estava na esteira quando senti uma dor aguda muito forte. Até ali, não passava pela cabeça que aquilo estivesse me prejudicando. Aqueles aparelhos foram criados para o fisiculturismo, quando o objetivo de gente como eu é, sim, ter definição muscular, mas sem pretensão de Mister Universo.” Hoje, Décio não treina sem supervisão. “Não adianta ficar solto na academia. Eu não pedia ajuda. Erro meu.”

Não buscar orientação na atividade física “é o erro mais comum”, diz o ortopedista Rene Abdalla, co-autor do livro “Lesões nos Esportes” e coordenador do Centro de Traumatologia Esportiva da Unifesp. “Agora, todo mundo quer se recuperar rápido do inverno, e os excessos no peso e na bike podem desencadear lesões.” Ele diz que o spinning responde por mais de 50% das queixas de dor em joelhos.

Outras fontes potenciais de machucados são a esteira e as aulas de body jump, segundo a reumatologista Fernanda Lima, coordenadora do ambulatório de medicina esportiva e reumatologia da USP. Mas até o alongamento, que em geral é visto como preventivo, pode prejudicar se a postura certa não for observada, lembra o treinador Luiz Fernando Alves.

Então, qual a alternativa à malhação camicase? “O aluno deve buscar avaliação física séria e checar se a academia dá suporte”, diz Fernanda Lima.

O melhor é evitar o treino massificado, diz a médica Laíra Campello, especializada em medicina esportiva pela Unifesp. “A pesquisa da academia deve ir além de preço e localização. A pessoa deve checar se há acompanhamento na evolução do treino e qual a política de admissão de pessoal.”

A falta de qualificação profissional “aumenta significativamente o risco de lesões”, diz o professor universitário de educação física Alfredo Cesar Antunes, doutorando pela Universidade Estadual de Campinas. Autor de duas pesquisas sobre o perfil de instrutores de academias, Antunes mostrou que a maioria não possuía contrato de trabalho e disputava mercado com não-graduados.

Outra conclusão de seu estudo é a de que o mercado valoriza a aparência e juventude do instrutor, não a experiência e a formação. “Muita ação precisa ser feita tanto pelos cursos de preparação quanto pelos conselhos de educação física”, diz.

“Ainda existe muita informalidade em academias”, concorda Claudio José Albuquerque e Silva, médico especializado em medicina esportiva e presidente da Acad (Associação Brasileira das Academias). “O ramo de fitness é novo no país, tem menos de 20 anos. Nesse período, não tem havido adequações da graduação à realidade. Os currículos têm foco no passado.”

Culpa da cebola

Mas, segundo o presidente da Acad, “grande parte das lesões ocorre pela própria irregularidade dos clientes na frequência”. Só 5% da população freqüenta academias, na estimativa da associação. E é a minoria dessa minoria que mantém uma prática regular. “Existe um vai-e-volta imenso. Os clientes querem ganhar massa muscular e perder peso rápido, não querem trabalho de longo prazo. Aí vem o exagero.”

Era mesmo exagerada, no início da carreira, a corredora Conceição de Maria Carvalho Oliveira, 32, segundo lugar no ranking de corrida de rua da Confederação Brasileira de Atletismo. “Não sabia meus limites, extrapolava.” Antes de cair nas mãos certas, ela diz que colecionou “contusões sérias”. Mesmo não sendo fã de academia, a atleta a freqüentava, antes de provas: “Como não tinha conhecimento, eu era uma dor só, sofria com joelhos e lombar. Queriam que eu virasse uma mala de músculos”. Hoje, diz que sabe se policiar para não passar da medida. “Descobri um treino mais profundo e não quis mais saber de academia.”

O que não a livra –nem ninguém– de machucado. Sua primeira vitória do ano, duas semanas atrás, veio depois de 40 dias parada, o tempo de curar uma fratura no pé esquerdo. Aconteceu na feira: a campeã deslizou numa casca de cebola.

| Via Folha Online

A Ordem é Pedalar!

Atividades Físicas 01Oct08

A estação das flores é um convite para curtir dias agradáveis ao ar livre.

Prevenir problemas de saúde, preservar o ambiente, manter o bem-estar e a qualidade de vida e, de quebra, não estressar no trânsito. Cenário ideal? Não é à toa que a bicicleta ganha cada vez mais adeptos, seja para exercício, passeio ou transporte.

Bicicleta ganha cada vez mais adeptos que procuram cuidar da saúde

Bicicleta ganha cada vez mais adeptos que procuram cuidar da saúde

O fisiologista Paulo Zogaib, 51, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), defende que o uso regular da bicicleta traz muitos benefícios à saúde ou, como ele prefere dizer, “evita uma série de prejuízos”. “O nosso corpo é feito para fazer atividade física e não para ficar parado. Diferente é o sedentário, não quem faz exercícios”, afirma o médico.Segundo ele, andar de bicicleta reduz o colesterol a pressão arterial, ajuda a controlar o diabetes e diminui o risco de doenças coronarianas, além de contribuir para a redução da obesidade e fortalecer os músculos dos membros inferiores. “A bicicleta é espetacular nesse aspecto, pois não traz lesões para o aparelho locomotor como a corrida. É ela que sustenta o peso corporal”, afirma Zogaib.

Para o médico, não há grandes diferenças entre pedalar na rua e na bicicleta ergométrica. “O ciclismo é um exercício mais completo e dinâmico, que estimula outras alterações no organismo. Há diferenças de planos e velocidades. É diferente da carga fixa da ergométrica”, diz.

Como em qualquer esporte, a única restrição seria a sobrecarga. Por isso, não é possível uma pessoa que nunca faz exercícios, de uma hora para outra, resolver ir todo dia para o trabalho de bicicleta. “Andar numa rua movimentada é complicado e requer mais agilidade por causa dos carros. Se você pedala com muito sacrifício ou está exausto, o risco aumenta. A confiança é muito importante e a agilidade só se cria com a prática”, diz o médico.

Bicicleta como Meio de Transporte

O norte-americano Bill Presada, 54, professor de inglês que vive no Brasil há 24 anos, resolveu driblar o trânsito de São Paulo pedalando. Ele optou pela bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho, numa multinacional. “O trânsito era muito caótico para andar de carro e o ônibus demorava muito. Além de ser um bom treino, andar de bicicleta ajuda na minha qualidade de vida”, conta Presada.

Com o paletó e a gravata na mochila, o professor pedalava 32 km –de Itapecerica da Serra até a avenida Paulista– para chegar ao trabalho. Segundo ele, o percurso durava cerca de uma hora –o mesmo tempo que ele levaria para chegar de automóvel.

“As pessoas sempre me perguntavam se eu não chegava exausto. A resposta é que, depois de fazer um exercício físico pela manhã, eu chegava muito mais relaxado e cheio de energia para trabalhar. É uma arma contra o estresse, não há a tensão de ter ficado parado no trânsito e qualquer desânimo é dissipado na terceira pedalada”, diz Presada.

“Você sente mais o ambiente e aprecia mais as coisas pequenas da vida. Há muito mais contato humano na bicicleta, mesmo numa cidade dominada pelo carro. E as pessoas correspondem à essa humanização. A bicicleta abre portas, tem uma magia”, diz Presada, que fundou em 1996 a Associação Bike Brasil, para incentivar o uso.

Cuidados que se Deve Tomar

  • Não ande na contramão, nem sobre a calçada. Evite acidentes com pedestres
  • Use capacete, óculos (servem para proteger não só dos raios solares, mas de insetos e poeira) e luvas (são as mãos que tocam primeiro o chão)
  • Evite pedalar por avenidas, ruas e estradas com grande fluxo, onde circulem caminhões e ônibus
  • Seja mais visível. Para isso, use roupas claras ou coloridas. Faça uso de sinais de braço para dizer suas intenções aos motoristas
  • Fique atento com automóveis saindo ou entrando de garagens, veículos dando marcha a ré e pessoas distraídas cruzando a rua
  • O uso de buzina ou campainha é obrigatório
  • Pedale pelo bordo direito da via. Se precisar ultrapassar um veículo parado, olhe o trânsito atrás de você usando o retrovisor (também obrigatório), sinalize com o braço e após passar pelo veículo parado retorne imediatamente para o bordo direito da via
  • Cuidado com portas que se abrem de repente
  • Ao parar em um semáforo fechado, ocupe o centro da faixa, isto evita de você ficar espremido entre os automóveis e o meio-fio
  • Seja cortês e gentil no trânsito. Agradeça com gestos quando lhe cederem passagem ou lhe beneficiarem no trânsito

E se você já pretende começar a ensinar o seu filho a andar de bicicleta, dê uma olhada nessa técnica, que mostra como tirar as rodinhas da bicicleta aos poucos, evitando estressar a criança.

Inatividade Física

Atividades Físicas 16Sep08

O sedentarismo pode causar vários problemas para a sua saúde

O sedentarismo pode causar vários problemas para a sua saúde

Cerca de 30% da população brasileira é inativa fisicamente, ou seja, indivíduos que não praticam qualquer atividade física no tempo livre, não realizam grandes esforços no trabalho, não se deslocam pra o serviço a pé ou de bicicleta e nem fazem a limpeza pesada em suas casas.

Esse número de indivíduos inativos foi colhido pelo Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco (Vigitel), através de 54 mil entrevistas em todas as capitais brasileiras em 2007, numa pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde.

Segundo o pesquisador Carlos Monteiro, da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), a identificação de 30% de adultos nessa situação é um dado muito assustador.

A capital do Rio Grande do Norte – Natal, apresentou maior índice de inatividade física (35,1%) e o menor índice foi registrado em Boa Vista/RR.

Foi constatado que a inatividade física é mais freqüente no sexo masculino do que no feminino.

Homens, vamos suar mais a camisa. E mulheres, parabéns! Vocês estão indo pelo caminho certo.

Vejam os dados:

Entre os homens, o maior nível de sedentarismo foi observado em João Pessoa/PB (47,3%), Natal/RN (46,8%) e Macéio/AL (43,9%).

O menor nível de sedentarismo foi encontrado em Boa Vista/RR (28,6%), Porto Velho/RO (31,7%) e Palmas/TO (33,3%).

Já com as mulheres, as maiores freqüências de sedentarismo foram encontradas em Aracaju/SE (26,5%), Natal/RN (25,4%) e João Pessoa/PB(25%).

Mulheres nordestinas, pratiquem mais atividade física para um melhor estado de saúde!

As menores taxas de sedentarismo entre as mulheres são em Boa Vista/RR (14,6%), Manaus/AM (14,8%) e Porto Velho/RO (16,6%).

No Distrito Federal (21,5%) é o lugar onde mais se pratica exercícios físicos e São Paulo/SP (10,5%) é onde menos se pratica atividade física.

No geral, a freqüência de adultos praticantes de atividade física como lazer foi considerada modesta em todas as capitais. Também foi verificado que mais homens do que mulheres praticam atividade física no lazer.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta dados de que cerca de 70% dos brasileiros praticam pouca ou quase nenhuma atividade física regular.

Outras pesquisas comprovam que os hábitos sedentários são responsáveis por 54% do risco de morte por infarto e 37% por cancêr.

Pessoal, vamos reverter essas estatísticas. Vamos praticar mais atividade física e ter mais saúde e qualidade de vida. Exercícios físicos devem fazer parte de nossa rotina do dia-a-dia, assim como alimentar-se, tomar banho e ir ao trabalho!

Por Vânia Almeida do Cuidando do Corpo.

Como escolher uma atividade física adequada

Atividades Físicas, Esportes 28Aug08

Escolha uma atividade física que tenha tudo a ver com você!

Escolha uma atividade física que tenha tudo a ver com você!

Desta vez quero tentar responder a uma pergunta que muitos alunos me fazem: “Qual é o esporte ideal para mim?” Costumo dizer que o esporte “ideal” ou “melhor” não existe. Talvez haja apenas o mais adequado às limitações e gostos de cada um. De qualquer modo, acredito ser bastante útil comparar as principais características, benefícios e outras variáveis das modalidades. Essa comparação, que pode ser feita na tabela abaixo, deve ajudar o leitor a escolher com maior clareza as atividades físicas que pretendem praticar. Aí vai:

Modalidade Faixa Etária Indicada (anos) Principais Benefícios Principais Riscos
Atletismo (Velocidade/ Saltos) 15-35 Melhora da coordenação, Equilíbrio,
Ganho de massa muscular, explosão
Lesões musculares
Basquete 08-70 Melhora da agilidade,coordenação, explosão, trabalho em equipe Lesões traumáticas, principalmente entorses de tornozelo
Corrida
(Fundo)
25-90 Melhora da capacidade cardiorespiratória Lesões por excesso de uso, como tendinopatias (tendinites)
Ciclismo 25-70 Melhora da capacidade cardiorespiratória, resistência muscular Lesões por excesso de uso, como tendinopatias (tendinites)
Dança 06-70 Melhora da agilidade, coordenação, flexibilidade, capacidade cardiorespiratória, trabalho em equipe Lesões por excesso de uso
Futebol 08-50 Melhora da agilidade, coordenação, capacidade cardiorespiratória, explosão, trabalho em equipe Lesões musculares e traumáticas
Ginástica Localizada 30-60 Melhora da força, resistência muscular Lesões por excesso de uso, como tendinopatias (tendinites)
Lutas 12-60 Melhora da agilidade, coordenação, explosão, força muscular, flexibilidade e capacidade cardiorespiratória Lesões por excesso de uso e traumáticas
Musculação 25-90 Melhora da força, resistência muscular Lesões por excesso de uso
Natação 04-90 Melhora da capacidade cardiorespiratória, capacidade pulmonar Lesões por excesso de uso, como tendinopatias (tendinites)
Pilates 18-80 Mellhora da consciência corporal, força e resistência muscular (principalmente tronco) Lesões musculares (raras)
Tênis 06-70 Melhora da agilidade, coordenação, explosão Lesões por excesso de uso e musculares
Treinamento Funcional 25-80 Melhora da agilidade, explosão, coordenação, força e resistência muscular Lesões por excesso de uso e musculares
Triatlo 12-70 Melhora da capacidade cardiorespiratória, capacidade pulmonar, resistência muscular Lesões por excesso de uso e traumáticas, principalmente por causa do ciclismo
Voleibol 08-60 Melhora da agilidade, coordenação, equilíbrio, explosão, trabalho em equipe Lesões musculares e traumáticas, principalmente entorses de tornozelo
Yoga 30-90 Mellhora da consciência corporal, flexibilidade. força e resistência muscular geral Lesões musculares (raras)

Vale lembrar que a tabela não contempla todas as atividades físicas existentes e se propõe a dar apenas uma visão geral sobre as modalidades mais comentadas pelos próprios leitores. O risco de lesão é inerente à prática esportiva e não necessariamente implicará no surgimento de alguma enfermidade. Da mesma forma, os benefícios destacados são os mais predominantes, mas podem ocorrer melhorias em outros aspectos em maior ou menor grau.

Sobre as faixas etárias, o objetivo é aconselhar a faixa na qual o praticante desfrutará ao máximo dos benefícios em relação aos riscos. Por último, repito que o mais importante é que as pessoas se movimentem, que realizem diversas atividades físicas semanalmente, de preferência com freqüência diária e, se possível, após terem sido examinadas por um médico e devidamente acompanhadas por um professor de educação física. Mexa-se!

A Importância do Alongamento

Atividades Físicas 15Aug08

Quando faço a avaliação física em meus alunos e pergunto quais são seus objetivos na academia, as frases que mais escuto são:

  • Quero ficar grande;
  • Preciso emagrecer;
  • Gostaria de ficar com o abdome de “tanquinho”;
  • Quero melhorar meu condicionamento físico;
  • Quero apenas manter minha forma física.

E outras coisas parecidas, porém, dificilmente alguém menciona a manutenção ou aumento da flexibilidade, que pode ser simplesmente definida como a capacidade de movimentar-se livremente sem grandes esforços das estruturas articulares e musculares, em contrapartida, a falta de flexibilidade pode gerar desequilíbrios, dores e por fim lesões nestas estruturas.

O simples hábito de alongar-se pelo menos uma vez ao dia reduziria absurdamente tais ocorrências, tanto para pessoas que fazem academia e ou praticam algum tipo de esporte quanto para os indivíduos sedentários.

Exemplo: Levante os braços, estenda os cotovelos e deixe as palmas das mãos unidas. Mantenha o olhar fixo à frente. Inspire e expire profundamente. Repita.

Exemplo: Levante os braços, estenda os cotovelos e deixe as palmas das mãos unidas. Mantenha o olhar fixo à frente. Inspire e expire profundamente. Repita.

Os alongamentos devem fazer parte de nossas vidas cotidianas, pois além de causarem certo relaxamento, “regulam” o corpo e promovem diversos benefícios como:

  • Redução da tensão muscular, deixando o corpo mais relaxado;
  • Aumento da amplitude de movimentos, permitindo movimentos mais soltos e fáceis;
  • Ajudam a prevenir lesões como distensões musculares;
  • Desenvolve a consciência corporal. Ao alongar diversas partes do corpo, nos concentramos em cada uma delas, e dessa forma acabamos conhecendo e dominando melhor nosso corpo;
  • Facilita a realização de atividades mais intensas que as do nosso dia-a-dia como corrida, ciclismo e atividades esportivas como futebol, vôlei, basquete e lutas, funcionando como um meio de avisar os músculos, tendões e ligamentos que estão prestes a ser utilizados.

Outro ponto positivo com relação aos alongamentos, é que estes podem ser realizados sempre que sentimos vontade. Eis alguns exemplos:

  • Pela manhã, antes de iniciar o dia;
  • No trabalho, para aliviar as tensões tanto físicas como psicológicas;
  • Após passar muito tempo sentado ou em pé;
  • Assistindo televisão, ouvindo música, lendo ou sentado.

Enfim, músculos fortes, flexíveis e previamente alongados resistem melhor ao esforço do que músculos fortes, rígidos e não alongados, portanto alongue-se!!!

Thiago Montechiesi é Coordenador e Avaliador Físico na Academia Total Sport em Vinhedo/SP e também Distribuidor Independente de Produtos de Nutrição.

A influência dos exercícios aeróbios na melhoria da saúde e qualidade de vida

Atividades Físicas, Esportes 25Jul08

O treinamento aeróbio é um importante componente de um programa de atividade física. A sua importância para a melhora da aptidão física, composição corporal, saúde e qualidade de vida é um fato. A capacidade que cada sessão de exercício aeróbio tem de acumular uma quantidade significante de gasto calórico, promove a redução dos fatores de risco para as doenças que vêm acometendo grande parte da população mundial, como, doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, hipertensão, etc.

O que são os exercícios aeróbios??

Antes de citar os benefícios do treinamento, é preciso esclarecer o que são exercícios aeróbios. De forma bem simplificada, todo exercício cíclico (movimentos padronizados e realizados de forma repetitiva), executado por um tempo prolongado, no qual haja aumento da freqüência cardíaca (número de “batimentos cardíacos” realizados por minuto) e da ventilação pulmonar (velocidade com que ocorre a inspiração e a expiração), pode ser considerado um exercício aeróbio, como exemplos temos: caminhada, corrida, natação, ciclismo,etc.

Natação é um exemplo de exercício aeróbio

Natação é um exemplo de exercício aeróbio

Qual e importância deles?

O treinamento aeróbio proporciona importantes adaptações no sistema cardiorrespiratório (sistema responsável pela respiração e circulação sanguínea), que após certo período de treinamento, aumenta sua capacidade de oferecer oxigênio ao organismo. A grosso modo, o condicionamento aeróbio é proporcional à capacidade do nosso organismo em captar o oxigênio do ar atmosférico, transportá-lo pela corrente sanguínea e utilizá-lo em nossas células como um gradiente para transformar substratos energéticos como a gordura, por exemplo, em energia mecânica (contrações musculares e movimento corporal). Não é uma maravilha?! Fazendo exercícios aeróbios matamos não dois, mas três coelhos com uma paulada só, aumentamos nosso condicionamento físico, diminuímos os riscos de adquirirmos doenças como as citadas anteriormente e ainda utilizamos a gordura como combustível para o treinamento!!!

Não sobram dúvidas de que o treinamento aeróbio é muito importante, porém, como foi citado no início deste artigo, ele é um dos componentes do programa de atividade física. No entanto, outras aptidões, como a neuromuscular (estimulada através da musculação) e a flexibilidade (estimulada através de exercícios de alongamento), também devem ser incluídas no programa, para que se obtenha um desenvolvimento harmônico de todas as capacidades físicas.

Como Treinar??

Com relação à prescrição do treinamento aeróbio, assim como a de qualquer tipo de treinamento físico, deve ser realizada por um profissional de Educação Física, pois não é um ato simples como parece. Sair pelas ruas andando, correndo ou pedalando, sem um mínimo de controle, pode resultar em malefícios. Para o desenvolvimento ou aprimoramento do organismo humano, não existe receita de bolo, pois existem alguns fatores que devem ser levados em consideração, como a individualidade biológica, nível de treinabilidade, situação nutricional e psicológica de cada indivíduo. Abandone o sedentarismo!!! Procure um profissional da Educação Física, seja na academia, no clube ou particular, construa com ele seu programa de treinamento e comprove os benefícios!!!

Thiago Montechiesi é Coordenador e Avaliador Físico na Academia Total Sport em Vinhedo/SP e também Distribuidor Independente de Produtos de Nutrição.

Boa Forma: Blog da Corredora

Atividades Físicas 15Jul08

Boa Forma: Blog da Corredora

A Revista Boa Forma está promovendo um desafio: Preparar a Jaque para encarar uma corrida de 10km em 3 meses e ainda perder alguns quilos!

Foi a motivação que a galera que sempre quis correr e não conseguia ganhou! Isso porque a Jaque nunca tinha corrido antes e era uma sedentária como tantos!

E o melhor, como ela é repórter, se comprometeu a escrever sobre sua jornada no Blog da Corredora, que foi criado especialmente para esse desafio! Uma excelente iniciativa, pois vocês poderão acompanhar as dificuldades e as alegrias que esse desafio proporcionará!

Veja o perfil da Jaque:
Perfil da JaqueNome: Jaqueline Costa
Idade: 26 anos
Raio-X
: 1,65 metro de altura e 62 quilos
Meta
: ao fim dos três meses correr uma prova de 10 quilômetros e perder 6kg
Acordo
: contar para vocês, no Blog da Corredora, suas dificuldades e conquistas diárias.

Nós que trabalhamos com educação física ficamos muito felizes ao ver que ações como essa têm influenciado muitas pessoas, basta olhar nos comentários deixados para a Jaque.

Tem gente que criou tanta motivação que até estão se mobilizando para cumprir a mesma meta da Jaque! Vejam aqui e aqui.

Parabéns a todos!

Se você quiser correr com acompanhamento profissional, além de conhecer mais pessoas para correr com você, participe dos nossos próprios Grupos de Corrida ou treine no nosso programa de Personal!

Exercícios Aeróbicos Ajudam Contra a Insônia

Atividades Físicas 11Jul08

Exercícios Aeróbicos Ajudam Contra a InsôniaA prática moderada de exercícios aeróbicos pode reduzir a ansiedade e melhorar a qualidade do sono de pessoas que sofrem de insônia, segundo estudo brasileiro apresentado este mês no congresso SLEEP 2008, nos EUA.

A pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, com 36 pessoas com insônia crônica, indicou que, no grupo que praticou moderadamente exercícios aeróbicos, 37% tiveram aumento considerável no tempo total de sono e 40% reduziram o tempo entre deitar-se e adormecer (latência do sono).

De forma geral, esse grupo apresentou um aumento de 21% no tempo de sono total e de 18% na eficiência do sono. Além desses ótimos resultados, que não foram tão observados naqueles que faziam exercícios aeróbicos pesados ou exercícios de resistência, esse grupo teve também redução na ansiedade.

Leia mais sobre a pesquisa no site da AASM (em inglês).

Quando o Exercício Pode Fazer Mal

Atividades Físicas, Recomendações Médicas 03Jul08

Quando o Exercício Pode Fazer Mal

Com os Jogos Olímpicos se aproximando, cresce a curiosidade sobre o desempenho de nossos atletas em uma cidade tão poluída quanto Pequim. Como será correr as provas de fundo, como os 5.000 metros, os 10.000 metros e principalmente a maratona? Aliás, é prudente correr quando a poluição se encontra em níveis tão elevados? Há algumas semanas boa parte do país enfrenta condições ambientais desfavoráveis para a dispersão de poluentes – o que é comum neste período do ano. Afinal, devemos ou não fazer exercícios quando o ar está poluído?

Atividades físicas em dias de muita poluição

Uma excelente revisão sobre este assunto foi feita por um grupo de pesquisadores australianos. Eles chegaram à conclusão de que não é recomendável exercitar-se se a poluição estiver elevada, pois há risco de agravar doenças respiratórias como a asma e até mesmo de provocar problemas cardíacos. Isso ocorre porque, com o exercício, há um aumento na ventilação (respiração) e na circulação sangüínea. Além do aumento da oferta do oxigênio, há também um aumento do transporte dos poluentes para o organismo, que podem atingir níveis tóxicos e potencialmente danosos à saúde.

Os riscos para pulmão e coração

Um outro fator que os autores apontam para explicar os perigos de praticar esportes em ambientes poluídos se deve ao fato de que, durante a atividade física, respira-se mais pela boca do que pelo nariz, perdendo uma espécie de proteção quando se respira pelo nariz. Por exemplo, em um dos inúmeros estudos citados por esta revisão bibliográfica, um grupo de corredores aumentou significativamente os níveis de toxinas originadas pela inalação de poluentes, em uma simples corrida de trinta minutos.

Então o que fazer?

Os estudiosos sugerem que o exercício seja feito logo cedo pela manhã, preferencialmente em áreas com menor circulação de veículos, como parques e outros locais mais afastados das vias principais de trânsito. Aos que moram em grandes centros urbanos, portanto, é bom evitar os corredores de tráfego.

Empresas Fazem Blitz Contra a Obesidade

Atividades Físicas 26Jun08

Segundo artigo publicado na revista Época Negócios dessa semana, 40% das empresas americanas já têm programas para controlar o peso de seus funcionários.

Isso acontece porque pesquisas comprovam que é financeiramente viável investir na perda de peso de funcionários. Confira a baixo a matéria na íntegra.

Empresas fazem blitz contra a obesidade

Empresas fazem blitz contra a obesidadeNo Brasil ainda pouco se fala no assunto, mas o tema obesidade já está na agenda das empresas americanas. Uma pesquisa realizada pela Conference Board, organismo dedicado a estudar a vida executiva, revela que 40% das companhias dos Estados Unidos implementaram programas para reduzir a obesidade de seus funcionários e que outras 24% planejam tomar a medida até o final deste ano.

Não se trata apenas de zelo. Apesar de a sabedoria popular afirmar que os gordinhos são mais animados e espirituosos, estudos recentes revelam que pessoas acima do peso são consideradas mais lentas e menos eficientes no ambiente de trabalho. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Cincinnati diz que as empresas perdem US$ 1,8 mil por ano com a falta de produtividade de cada um desses profissionais. “A redução de apenas 10% do peso já resulta em ganhos de produtividade para a empresa”, afirma Donna Gates, uma das autoras do estudo.

Outro levantamento, desta vez do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças, órgão do governo americano, revela que os obesos faltam mais ao trabalho. Os números mostram que, na média, eles deixam de trabalhar oito dias por ano, ante três dias dos que têm peso considerado normal.

As companhias americanas têm um prejuízo anual de US$ 45 bilhões apenas com as faltas ao trabalho e as despesas médicas, segundo estimativa da Conference Board. “As empresas precisam prestar atenção ao problema, para o bem dos seus resultados financeiros, assim como o da sociedade e dos próprios funcionários”, afirma Linda Barrington, autora do estudo.

Os programas corporativos de redução de peso dão um retorno de US$ 5 para cada US$ 1 investido, segundo cálculos da Conference Board. Alguns especialistas acreditam, porém, que a melhor política seria dar recompensas financeiras aos funcionários que tivessem redução de peso.

A preocupação das empresas americanas acompanha os índices crescentes do aumento de peso da população. Nos últimos 30 anos, o número de obesos dobrou nos Estados Unidos. Hoje, 34% dos americanos estão acima do peso. No Brasil, a situação é melhor. Levantamento divulgado em março pelo Ministério da Saúde revela que 11% dos brasileiros são obesos, apesar de 43% estarem com sobrepeso.

No livro recém-lançado The Fattening of America (“A engorda da América”), o economista Eric Finkelstein culpa a economia e o avanço tecnológico pela escalada do problema no país. O preço dos alimentos, especialmente o dos mais calóricos, caiu nas últimas décadas. Além disso, as novas tecnologias estimulam o sedentarismo da população. Para Finkelstein, é preciso tornar a redução de peso mais fácil e barata, justamente o contrário do que acontece hoje. Nossa época conspira a favor da obesidade. Por isso, o economista americano afirma não estar certo sobre o sucesso da estratégia desenhada pelas empresas americanas para tentar resolver o problema.

A Opinião da Ramfit

Apesar da matéria apontar dados baseados em pesquisas sérias, algumas pessoas podem se sentir desconfortáveis ao lê-la. Isso porque a matéria generaliza e coloca todos dentro de uma grande média, como se fôssemos todos iguais.

Também devemos considerar que a situação nos EUA chama mais atenção, pois os 34% de gordinhos citados representam 103 milhões de pessoas! Enquanto no Brasil, os 11% representam menos de 1 milhão de pessoas. Isso explica a grande preocupação deles.

De qualquer forma, já há um grande movimento das empresas brasileiras que estão começando a se preocupar com a Responsabilidade Social e implantando planos de melhoria da Qualidade de Vida de seus funcionários. Se você quer levar um pouco mais de saúde para dentro de sua empresa, pode entrar em contato conosco! Os nossos programas de Ginástica Laboral são ótimos para qualquer tipo de negócio!

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