Chegou a Hora de Diversificar

Atividades Físicas 19Dez08

Chegou a Hora de Diversificar

Aqueles que praticam uma determinada modalidade esportiva desde o início do ano devem se preparar para um merecido e importante descanso ativo. Período em que todos os músculos e outras estruturas imensamente solicitadas durante a temporada de treinamento e competições possam se recuperar. O termo descanso, porém, deve ser compreendido como uma substituição da atividade rotineira por outra que ofereça um padrão de movimento e que recrute grupos musculares diferentes. Por exemplo, os corredores podem pedalar ou nadar. Já os nadadores poderiam sair da piscina e se aventurar correndo pelos parques.

Ao realizar o descanso ativo, o esportista consegue manter sua condição física adquirida através dos treinos, sem deixar de se recuperar física e mentalmente. Sim, porque além da restauração orgânica do corpo, a cabeça também precisa se renovar, respirando novos ares. Aliás, este procedimento ajuda bastante na motivação, pois, uma vez que o praticante experimenta outros movimentos, fica mais gostoso retornar aos treinos para a próxima temporada.

É importantíssimo ficar sem treinar a atividade principal entre uma a três semanas, para depois sentir aquela vontade de voltar às pistas, academia, piscina, etc. Quanto mais arduamente treinou, mais tempo o esportista deveria realizar o descanso ativo, e vice-versa. Quem não respeitar o descanso ativo, corre o risco de lesionar-se ou simplesmente ficar esgotado prematuramente na próxima temporada. Aí, a conseqüência pode ser pior, com muitas frustrações e até mesmo o abandono da atividade praticada.

Em resumo, agora é o momento de reciclar o corpo. Portanto, esqueça a performance, o relógio e divirta-se. Mas lembre-se, divirta-se através de outras atividades físicas, não no sofá. Mexa-se!

Via Chegada

Estresse Fisiológico no Calor

Atividades Físicas 14Dez08

Uma manhã de domingo ensolarada é muito convidativa para quem gosta de fazer exercícios físicos ao ar livre. Pelo menos uma corridinha em volta da represa, na praia ou mesmo nas ruas do bairro sempre acontece. Cuidado!!! Sol e exercício, dependendo da intensidade de ambos podem se tornar uma combinação perigosa, nós seres humanos toleramos variações relativamente pequenas em nossa temperatura interna (central), tanto para o frio como para o calor, mas neste artigo nos concentraremos no calor.

O calor gerado pelos músculos utilizados durante o exercício pode elevar a temperatura interna (central) até níveis febris que poderia incapacitar uma pessoa se isso fosse causado apenas por um estresse externo induzido pelo calor. Aqui surge uma questão: Como os maratonistas e os triatletas participam de provas de longa duração em baixo de sol e continuam vivos?! A resposta é simples, indivíduos com boa aptidão aeróbia podem trabalhar por períodos mais longos em ambientes extremamente quentes e tolerar níveis mais altos de temperatura que aqueles com menor aptidão ou sedentários. Além disso, possuem acompanhamento com fisiologistas e treinadores que controlam a sua alimentação e HIDRATAÇÃO (manutenção dos líquidos corporais e seus componentes). Resumindo, menos de 1% da população mundial se enquadra neste perfil (atleta preparado) e com certeza a porcentagem de pessoas que saem pelas ruas correndo é maior que a mesma, cuidado atletas de final de semana!!!

A prática de exercício sob altas temperaturas favorece a desidratação (perda de líquido corporal causando hipoidratação), porque o calor impõe uma demanda às reservas líquidas do corpo ocasionando transpiração excessiva reduzindo o volume plasmático. Isso causa insuficiência circulatória e nos casos extremos a temperatura central sobe até alcançar níveis letais.

A forma mais efetiva de minimizar os riscos da hipertermia (super elevação da temperatura corporal) é criar o hábito de fazer uma boa hidratação. Um atleta ou mesmo um praticante de exercícios físicos bem hidratado, consegue se exercitar num nível mais alto que um outro que se exercita em estado de desidratação. A ingestão de uma quantidade levemente “extra” de água aproximadamente 10 minutos antes de exercitar-se no calor pode proporcionar uma pequena proteção termorreguladora, retardando a hipoidratação e acarretando uma elevação menor na temperatura central, porém, não descarta a necessidade de reposição hídrica contínua durante o exercício.

A quantidade de líquido a ser ingerida antes, durante e após o exercício é relativa, ou seja, não existe uma receita universal. Cada indivíduo possui um determinado peso corporal e uma capacidade de retenção hídrica individual, além disso, a necessidade de ingestão hídrica varia para o mesmo indivíduo em dias diferentes devido às variações climáticas e na intensidade do exercício. O indicado é que a perda hídrica durante o exercício não chegue a 2% do peso corporal. Portanto hidrate-se!!!

Thiago Montechiesi é Coordenador e Avaliador Físico na Academia Total Sport em Vinhedo/SP e também Distribuidor Independente de Produtos de Nutrição.

Wii Fit: Você Pode Malhar Brincando Também!

Atividades Físicas, Equipamentos 07Dez08

Quando alguém fala sobre novidades em exercícios para manter o corpo em forma, algumas pessoas logo se animam. Outras, porém, torcem o nariz e fazem de tudo para adiar a atividade física. Como uma tentativa de atrair a atenção de muitos, agradar todos os gostos e acabar com a idéia de que videogame e sedentarismo andam de mãos dadas, a Nintendo fabricou o Wii Fit, um jogo digital bem diferente dos videogames tradicionais existentes. Desde o seu lançamento (em dezembro de 2007 no Japão, abril de 2008 na Europa e nos EUA, e em maio de 2008 no Brasil), ele virou um sucesso de vendas no mercado e pôde mudar um pouco os rumos da relação entre os videogames e seus consumidores.

Visto como o novo “esporte” da moda, o Wii Fit é um game com um programa de treinos totalmente baseado no equilíbrio e na centralização do peso do corpo do jogador. Desenvolvido pelo japonês Shigeru Miyamoto - o lendário inventor de games como “Mario” e “Zelda”, considerado por muitos o “Walt Disney dos games” -, ele funciona exclusivamente no videogame Wii (também fabricado e distribuído pela Nintendo) e é voltado não só para os “jogadores de sofá”, mas para aquelas pessoas que não têm muito tempo para se exercitar fora de casa, ou que por alguma razão se sentem inibidas a freqüentar uma academia.

O videogame é um barato, uma invenção inteligente e criativa, pois coloca o jogador para se mexer e melhorar a coordenação motora, ao invés de simplesmente ficar sentado na frente de uma TV

No entanto, aqueles que buscam no jogo somente diversão também já se tornaram um forte e promissor público-alvo. Um exemplo é Fabi Alvim, líbero da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino, que já conhece, adora e joga o game há oito meses. Ela diz que gosta de reunir os amigos e a família para jogar e dar boas risadas nos finais de semana. “O videogame é um barato, uma invenção inteligente e criativa, pois coloca o jogador para se mexer e melhorar a coordenação motora, ao invés de simplesmente ficar sentado na frente de uma TV. Além disso, é muito divertido ver as pessoas brincando e tendo que colocar toda sua coordenação em pratica”, conta.

Atividade e Diversão

O game foi elaborado justamente para permitir que todos os membros da família pudessem se exercitar juntos e em casa, tendo como principal objetivo torná-los pessoas fisicamente ativas ao mesmo tempo em que se divertem. Estes são os motivos, inclusive, que fazem o Wii Fit ganhar cada vez mais adeptos em busca da redução do peso ou da manutenção da boa forma.

O Wii Fit faz parte do Wii series, assim como os games Wii Sports e Wii Play (antecessores que também fizeram sucesso no mercado), e custa, no Brasil, em média, de R$ 400 a R$ 500. São oferecidas pelo programa cerca de 40 atividades diferentes, divididas em quatro categorias básicas: yoga, exercícios de equilíbrio (como andar na corda-bamba), exercícios aeróbicos e exercícios físicos de tonificação muscular (como flexões de braços), além de brincadeiras como bambolê e cabecear bolas de futebol.

O jogo é acompanhado por uma balança eletrônica chamada Wii Balance Board, que, colocada no chão, serve como base para todos os exercícios. Ela também traz sensores que reconhecem todos os movimentos realizados pelo jogador e que medem o seu peso corporal e também o centro de gravidade - que permite detectar para qual lado pende o peso. Além disso, a Wii Balance Board exibe dados como o índice de massa corporal (IMC) e a idade real do jogador, baseada nos resultados do programa de treinamento escolhido.

O programa também pode criar uma série de exercícios individuais que cada um pode fazer para atingir os resultados que pretender (manter, aumentar ou diminuir a forma física), registrando ao longo do tempo a performance de cada um. É feita uma análise da condição física antes do início dos exercícios e após o término, com os resultados obtidos. Assim, dá para saber se você realmente emagreceu, por exemplo, e se teve êxito durante os exercícios.

Mas o fabricante e os vendedores lembram que o jogo não tem a pretensão de substituir a ginástica tradicional e fazer todo mundo emagrecer ou ficar em forma. Aliás, a ginástica tradicional localizada, como a musculação, a aeróbica, como a corrida e a natação, e até mesmo as alternativas, como o pilates e as lutas marciais, continuam sendo totalmente indicadas pelos especialistas. Profissionais da área de educação física, fisioterapeutas e atletas fazem questão de frisar que essas atividades são essenciais a todos aqueles que desejam manter a saúde e a boa forma de forma correta e duradoura.

Para ficar em forma, é preciso fazer um trabalho à parte com profissionais competentes, seja em academias, ou com personal trainer, além de manter uma dieta bem balanceada

O professor e personal trainer Fernando Beja já experimentou a novidade e acredita que o game pode ser muito eficiente no combate ao sedentarismo. “A pessoa que se torna fisicamente mais ativa adquire um maior grau de força física, de condicionamento e de melhora cardiorrespiratória, o que já é um ótimo começo”, observa. Mas ele recorda que, com o tempo, assim como acontece com qualquer outra atividade física, esta melhora vai se estagnando. Então, para aqueles que pretendem obter mais e melhores resultados, ainda é bastante necessária a prática de outras atividades complementares.

O acompanhamento é essencial

Fabi é categórica: não basta só jogar e se divertir. “Para ficar em forma, é preciso fazer um trabalho à parte com profissionais competentes, seja em academias, ou com personal trainer, além de manter uma dieta bem balanceada”, assegura a atleta. Até porque o acompanhamento profissional é sempre necessário e indispensável para alunos e esportistas. E isto o Wii Fit não é capaz de oferecer…

Fernando Beja reforça a necessidade e a importância de um acompanhamento técnico na prática de qualquer atividade física, pois esta “fiscalização” é responsável pela eficiência e segurança de todos os exercícios realizados. “Devido ao Wii Fit possibilitar a qualquer pessoa a prática de uma atividade sozinha em casa, sem avaliação profissional, as chances fazer os exercícios incorretamente, sem prestar a atenção à postura e nos ângulos corretos, são grandes. Com o tempo, isso pode causar sérios problemas”, esclarece o professor.

O jornalista Gilberto de Abreu, 38 anos, que pratica atividades físicas regularmente desde os 30, já brincou com o Wii mais ou menos cinco vezes e concorda com o professor Fernando. Ele admite que nunca suou tanto em toda a vida como suou com o jogo, mesmo acostumado a se exercitar todos os dias. Contudo, mesmo achando o jogo uma novidade interessante e atraente, acredita que deve ser utilizado com cuidado, principalmente por aqueles que não têm o costume de se exercitar regularmente.

Gilberto, que tinha a intenção somente de testar o game, afirma também que continua preferindo sair de casa, ir à academia e socializar com os profissionais. Para ele, o Wii Fit nasceu da necessidade crescente de obtermos melhor qualidade de vida e bem-estar e, por isso, acha que o jogo de certa forma responde às críticas contra o sedentarismo dos viciados em videogame. “Para mim, a diversão foi praticar a atividade física associada ao game. Eu não compraria o console (aparelho) Wii, porque prefiro ir à academia, fazer pilates, andar de bicicleta, fazer uma trilha. Mas acho que aqueles que realmente querem mudar a forma física e emagrecer, com disciplina e prática, podem conseguir bons resultados, se o jogo for associado a outras práticas”, enfatiza.

Ainda não existem dados oficiais sobre os resultados que podem ser obtidos com os treinos das atividades disponibilizadas no game. Apesar disso, há relatos de vários usuários - principalmente aqueles que eram sedentários - afirmando que já se sentem mais “em forma” e relaxados. Ou seja, se não houver resultados fisicamente visíveis, é bem possível que haja “mentalmente”, já que a pessoa se diverte e consegue se livrar facilmente do estresse. E quem não gosta de um bom jogo e de uma boa distração, não é?

Veja como o jogo funciona neste vídeo:

Escrito por Sylvia Dietrich

Cuidados com o Corpo nas Férias

Atividades Físicas 30Nov08

Finalmente chegamos ao final de mais um ano, muito trabalho, algumas noites mal dormidas, muitas situações estressantes, mas tudo bem, as férias estão chegando. Depois de tudo isso, todos nós merecemos um descanso, afinal, ninguém é de ferro. Viajar, conhecer novos lugares ou simplesmente curtir o aconchego do nosso lar, experimentar comidas diferentes ou fazer algumas extravagâncias e comer aquelas comidas deliciosas que evitamos comer o ano inteiro por que engordam, mas vamos esquecer tudo isso, porque, estamos entrando em férias e precisamos relaxar!!!

As férias escolares também estão aí, e as crianças poderão dormir até tarde e ainda ter tempo suficiente para jogar videogame, curtir o MSN e o Orkut, assistir bastante televisão, ir à sorveteria e ao cinema com direito ao balde de pipoca, afinal, passaram de ano com boas notas.

Resumindo, as férias nos permitem algumas semanas de vida desregrada. Mas até onde isso é interessante? Semanas de puro sedentarismo com o complemento de uma péssima alimentação, o conteúdo da dispensa muda completamente, a roupa da academia fica no guarda roupa e no final da história, alguns quilos extras, e aquela luta clássica para entrarmos no ritmo para mais um ano de batalha. Este é o ciclo que se repete ano após ano, todo os benefícios adquiridos ao longo dos 365 dias anteriores, incluindo o condicionamento físico, são perdidos em apenas 1 ou 2 meses de total ausência de atividade física e má alimentação.

O ideal seria que neste período, houvesse a manutenção do condicionamento físico, da composição corporal e da saúde, através da pratica regular de atividade física e de uma boa alimentação. Pensando, agora pelo lado lógico da coisa, essas ações seriam até mais fáceis agora nas férias, afinal, temos maior tempo livre. O dia possui 24 horas, basta 1 hora diária de atividade física leve ou moderada para que exista a manutenção mencionada, e ainda sobrariam 23 horas para o lazer e o descanso!!!

Agindo desta forma, todos começaríamos o ano que vem pela frente com as mesmas condições físicas adquiridas no ano que passou e no final do próximo ano estaríamos num patamar de saúde, estética e condicionamento físico mais elevado e desta forma estaríamos evoluindo ao longo dos anos, ao contrário do que ocorre com a maior parte da sociedade, que ganha peso e perde parte da saúde e da autonomia físico a cada ano que passa.

E você que esteve ou sempre foi sedentário, não perca tempo, comece a praticar uma atividade física e inicie o ano novo com mais saúde e disposição!!!

Thiago Montechiesi é Coordenador e Avaliador Físico na Academia Total Sport em Vinhedo/SP e também Distribuidor Independente de Produtos de Nutrição.

Treino errado nas academias gera epidemia de lesões

Atividades Físicas 13Out08

Recomeça a corrida maluca às academias. Como em toda véspera de verão, as salas de musculação incham, as aulas de bike bombam. E sobe o índice de sarados machucados.

Ali, onde se busca saúde, são fabricadas também –com cinturas de pilão e barrigas de tanquinho– contusões, dores, doenças que incapacitam.

Não há estatística associando uma artrose precoce ao abuso de “leg press”. Nem a mesa de cirurgia de hoje à mesa romana de ontem (aparelho em que a vítima, de bruços, chuta o ar com a barra de ferro nos tornozelos). Mas há ortopedistas, fisioterapeutas e professores de olho nessas relações. Eles identificam uma epidemia de lesões causadas pelo tipo de treino praticado na maioria das 10 mil academias do país (somadas também as informais).

“As características genéticas de cada um não são respeitadas nesses treinos”, diz a fisioterapeuta Mônica Gianotti, especializada em medicina do comportamento pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). “Os professores não sabem identificar sinais patológicos nem a má postura nos aparelhos. O resultado são mais distúrbios musculoesqueléticos.”

Reabilitado após uma lesão no ombro e outra no quadril, o economista Rafael Biral faz o supino inclinado, em segurança

Reabilitado após uma lesão no ombro e outra no quadril, o economista Rafael Biral faz o supino inclinado, em segurança

O que a fisioterapeuta vê na clínica o economista Rafael Biral sente na carne. Acostumado a correr, jogar bola e passar duas horas na academia, parou tudo depois de uma lesão no quadril, que se tornou crônica.

Não foi só o quadril. Antes, Rafael, 29, já tinha rompido o tendão do ombro por estresse, quer dizer: não por trauma, e sim pelo esforço feito num mesmo lugar do corpo por longo período. Ou, em português claro: pela violência repetida de um exercício que ou era contra-indicado, ou feito errado.

A dor estava lá fazia tempo, mas o economista seguia treinando. Até que operou. “Meu ombro não ficou cem por cento. Fui o maior culpado.”

Depois do castigo de dois anos parado, Rafael diz ter descoberto uma fisioterapia “diferente” e outro jeito de se exercitar. “Mudei o estilo. Freqüentei academias grandes e pequenas. Em todas, a orientação era ruim. São espaços da estética, a saúde não é considerada.”

É, academia não é mesmo um “ambiente cuidador”, comenta Alexandre Blass, atual treinador de Rafael. Mestre em esporte de alto rendimento, Blass aponta a distância entre a universidade e o comércio de fitness como uma das causas dessas falhas: “A complexidade da atividade física exige mais conhecimento. Academias até têm médico, fisioterapeuta, educador. Mas não integram essas áreas”.

Integrado ao fisioterapeuta Marcelo Semiatzh, Blass trabalha na preparação de quem corre, ou treina, e quer melhorar seu desempenho sem elevar o risco de lesão. A metodologia da dupla é desenvolver a percepção e a coordenação da pessoa, reeducando sua postura.

Semiatzh diz que a faixa etária do público de academia vem aumentando e que, se é bom que mais gente saia do sedentarismo, nem todos estão preparados para tudo. Especializado em reeducação postural, o fisioterapeuta diz que, em vez de tanta puxação de ferro e aulas “energéticas”, o ideal seria treinar a pessoa a suportar o peso do corpo e a elevar a eficiência nos gestos do dia-a-dia.

Pesadelos de salto alto

Ao deixar a vida sedentária, dez anos atrás, a empresária Priscilla Todeschini, 39, partiu para musculação, spinning e esteira. “Aí entrei nessa de correr.” Com a meta da maratona de 2000 em Nova York, ela aumentou o ritmo. Teve contratura na panturrilha direita. Depois, rompeu o músculo sóleo, na panturrilha esquerda. “Vivi nove anos com dores incríveis. Acordava como se tivesse dormido de salto alto.” Também teve fratura por estresse na perna direita. “Hoje, com a consciência que tenho, acho sala de musculação um terror. Ninguém sabe que aparelho fazer, como sentar. A orientação dada é generalizada.”

A empresária, mesmo com dores, não desistiu de correr. Passou por equipes profissionais até conhecer, na academia, um professor que fazia um trabalho específico em corrida e pesquisava dor e prevenção de lesão. “Aprendi a entender meu corpo. Deixei de fazer uma série de exercícios, mas corro o mesmo que antes. A diferença é que não tenho dor nenhuma.”

O treinador de Priscilla, Luiz Fernando Alves, passou por sete academias. Formado em esporte e pós-graduado em biomecânica, fisiologia, traumatologia e reabilitação pela USP, ele critica o sistema da avaliação pro forma, que impera: “Não existe uma análise postural capaz de guiar a orientação na esteira, bicicleta ou musculação. A avaliação física nunca oferece informações para uma conduta preventiva, que deve ser observada em academias”.

Para esse professor, cuja linha de trabalho é a correção sistemática de movimentos e o despertar da percepção do corpo, alguns simples ajustes biomecânicos, tanto nas aulas coletivas como nos treinos individuais, poderiam evitar dores. “Mas o profissional de educação física não é preparado para ler o corpo do aluno e vetar exercícios que vão exacerbar os desequilíbrios existentes”, diz.

O que “pega” mais

Hoje, segundo Luiz Fernando, os cursos de atualização em biomecânica ensinam qual exercício “pega” mais o músculo “X” ou “Y”. “Você aprende que aquele movimento vai ativar mais o peitoral ou o glúteo, mas a custo de quê? Preserva articulação? Protege ligamentos? Nada disso é visto na faculdade. O disseminado, hoje, é o que “pega” mais. Se está “pegando”, está bom”, ironiza.

O que “pegou” para o médico infectologista Décio Diamente, 50, foi ombro. E joelho. Ele freqüentava academia de forma intermitente, como a maioria dos 5% de brasileiros matriculados. “Fazia, parava, fazia, parava. Parava por questões profissionais, ou por lesões”, diz.

O médico começou por recomendação, para fortalecer clavícula e escápula. “Mas acabei entrando no sistema massificado: máquinas, esteira. Quando percebia, estava com dor.” O problema virou crônico. Teve tendinite com bursite no ombro (inflamação no tendão com a doença reumática que inflama as bursas, cavidades que contêm o líquido sinovial). “Doía muito e dói ainda.”

Pior foi o joelho esquerdo, que “abriu o bico” aos poucos. Culminou com ruptura de menisco, neste ano. Operou em maio e, desde então, faz fisioterapia e treinamento especial.

“Eu não associava as lesões aos treinos. Mas, no caso do joelho, estava na esteira quando senti uma dor aguda muito forte. Até ali, não passava pela cabeça que aquilo estivesse me prejudicando. Aqueles aparelhos foram criados para o fisiculturismo, quando o objetivo de gente como eu é, sim, ter definição muscular, mas sem pretensão de Mister Universo.” Hoje, Décio não treina sem supervisão. “Não adianta ficar solto na academia. Eu não pedia ajuda. Erro meu.”

Não buscar orientação na atividade física “é o erro mais comum”, diz o ortopedista Rene Abdalla, co-autor do livro “Lesões nos Esportes” e coordenador do Centro de Traumatologia Esportiva da Unifesp. “Agora, todo mundo quer se recuperar rápido do inverno, e os excessos no peso e na bike podem desencadear lesões.” Ele diz que o spinning responde por mais de 50% das queixas de dor em joelhos.

Outras fontes potenciais de machucados são a esteira e as aulas de body jump, segundo a reumatologista Fernanda Lima, coordenadora do ambulatório de medicina esportiva e reumatologia da USP. Mas até o alongamento, que em geral é visto como preventivo, pode prejudicar se a postura certa não for observada, lembra o treinador Luiz Fernando Alves.

Então, qual a alternativa à malhação camicase? “O aluno deve buscar avaliação física séria e checar se a academia dá suporte”, diz Fernanda Lima.

O melhor é evitar o treino massificado, diz a médica Laíra Campello, especializada em medicina esportiva pela Unifesp. “A pesquisa da academia deve ir além de preço e localização. A pessoa deve checar se há acompanhamento na evolução do treino e qual a política de admissão de pessoal.”

A falta de qualificação profissional “aumenta significativamente o risco de lesões”, diz o professor universitário de educação física Alfredo Cesar Antunes, doutorando pela Universidade Estadual de Campinas. Autor de duas pesquisas sobre o perfil de instrutores de academias, Antunes mostrou que a maioria não possuía contrato de trabalho e disputava mercado com não-graduados.

Outra conclusão de seu estudo é a de que o mercado valoriza a aparência e juventude do instrutor, não a experiência e a formação. “Muita ação precisa ser feita tanto pelos cursos de preparação quanto pelos conselhos de educação física”, diz.

“Ainda existe muita informalidade em academias”, concorda Claudio José Albuquerque e Silva, médico especializado em medicina esportiva e presidente da Acad (Associação Brasileira das Academias). “O ramo de fitness é novo no país, tem menos de 20 anos. Nesse período, não tem havido adequações da graduação à realidade. Os currículos têm foco no passado.”

Culpa da cebola

Mas, segundo o presidente da Acad, “grande parte das lesões ocorre pela própria irregularidade dos clientes na frequência”. Só 5% da população freqüenta academias, na estimativa da associação. E é a minoria dessa minoria que mantém uma prática regular. “Existe um vai-e-volta imenso. Os clientes querem ganhar massa muscular e perder peso rápido, não querem trabalho de longo prazo. Aí vem o exagero.”

Era mesmo exagerada, no início da carreira, a corredora Conceição de Maria Carvalho Oliveira, 32, segundo lugar no ranking de corrida de rua da Confederação Brasileira de Atletismo. “Não sabia meus limites, extrapolava.” Antes de cair nas mãos certas, ela diz que colecionou “contusões sérias”. Mesmo não sendo fã de academia, a atleta a freqüentava, antes de provas: “Como não tinha conhecimento, eu era uma dor só, sofria com joelhos e lombar. Queriam que eu virasse uma mala de músculos”. Hoje, diz que sabe se policiar para não passar da medida. “Descobri um treino mais profundo e não quis mais saber de academia.”

O que não a livra –nem ninguém– de machucado. Sua primeira vitória do ano, duas semanas atrás, veio depois de 40 dias parada, o tempo de curar uma fratura no pé esquerdo. Aconteceu na feira: a campeã deslizou numa casca de cebola.

| Via Folha Online

A Ordem é Pedalar!

Atividades Físicas 01Out08

A estação das flores é um convite para curtir dias agradáveis ao ar livre.

Prevenir problemas de saúde, preservar o ambiente, manter o bem-estar e a qualidade de vida e, de quebra, não estressar no trânsito. Cenário ideal? Não é à toa que a bicicleta ganha cada vez mais adeptos, seja para exercício, passeio ou transporte.

Bicicleta ganha cada vez mais adeptos que procuram cuidar da saúde

Bicicleta ganha cada vez mais adeptos que procuram cuidar da saúde

O fisiologista Paulo Zogaib, 51, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), defende que o uso regular da bicicleta traz muitos benefícios à saúde ou, como ele prefere dizer, “evita uma série de prejuízos”. “O nosso corpo é feito para fazer atividade física e não para ficar parado. Diferente é o sedentário, não quem faz exercícios”, afirma o médico.Segundo ele, andar de bicicleta reduz o colesterol a pressão arterial, ajuda a controlar o diabetes e diminui o risco de doenças coronarianas, além de contribuir para a redução da obesidade e fortalecer os músculos dos membros inferiores. “A bicicleta é espetacular nesse aspecto, pois não traz lesões para o aparelho locomotor como a corrida. É ela que sustenta o peso corporal”, afirma Zogaib.

Para o médico, não há grandes diferenças entre pedalar na rua e na bicicleta ergométrica. “O ciclismo é um exercício mais completo e dinâmico, que estimula outras alterações no organismo. Há diferenças de planos e velocidades. É diferente da carga fixa da ergométrica”, diz.

Como em qualquer esporte, a única restrição seria a sobrecarga. Por isso, não é possível uma pessoa que nunca faz exercícios, de uma hora para outra, resolver ir todo dia para o trabalho de bicicleta. “Andar numa rua movimentada é complicado e requer mais agilidade por causa dos carros. Se você pedala com muito sacrifício ou está exausto, o risco aumenta. A confiança é muito importante e a agilidade só se cria com a prática”, diz o médico.

Bicicleta como Meio de Transporte

O norte-americano Bill Presada, 54, professor de inglês que vive no Brasil há 24 anos, resolveu driblar o trânsito de São Paulo pedalando. Ele optou pela bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho, numa multinacional. “O trânsito era muito caótico para andar de carro e o ônibus demorava muito. Além de ser um bom treino, andar de bicicleta ajuda na minha qualidade de vida”, conta Presada.

Com o paletó e a gravata na mochila, o professor pedalava 32 km –de Itapecerica da Serra até a avenida Paulista– para chegar ao trabalho. Segundo ele, o percurso durava cerca de uma hora –o mesmo tempo que ele levaria para chegar de automóvel.

“As pessoas sempre me perguntavam se eu não chegava exausto. A resposta é que, depois de fazer um exercício físico pela manhã, eu chegava muito mais relaxado e cheio de energia para trabalhar. É uma arma contra o estresse, não há a tensão de ter ficado parado no trânsito e qualquer desânimo é dissipado na terceira pedalada”, diz Presada.

“Você sente mais o ambiente e aprecia mais as coisas pequenas da vida. Há muito mais contato humano na bicicleta, mesmo numa cidade dominada pelo carro. E as pessoas correspondem à essa humanização. A bicicleta abre portas, tem uma magia”, diz Presada, que fundou em 1996 a Associação Bike Brasil, para incentivar o uso.

Cuidados que se Deve Tomar

  • Não ande na contramão, nem sobre a calçada. Evite acidentes com pedestres
  • Use capacete, óculos (servem para proteger não só dos raios solares, mas de insetos e poeira) e luvas (são as mãos que tocam primeiro o chão)
  • Evite pedalar por avenidas, ruas e estradas com grande fluxo, onde circulem caminhões e ônibus
  • Seja mais visível. Para isso, use roupas claras ou coloridas. Faça uso de sinais de braço para dizer suas intenções aos motoristas
  • Fique atento com automóveis saindo ou entrando de garagens, veículos dando marcha a ré e pessoas distraídas cruzando a rua
  • O uso de buzina ou campainha é obrigatório
  • Pedale pelo bordo direito da via. Se precisar ultrapassar um veículo parado, olhe o trânsito atrás de você usando o retrovisor (também obrigatório), sinalize com o braço e após passar pelo veículo parado retorne imediatamente para o bordo direito da via
  • Cuidado com portas que se abrem de repente
  • Ao parar em um semáforo fechado, ocupe o centro da faixa, isto evita de você ficar espremido entre os automóveis e o meio-fio
  • Seja cortês e gentil no trânsito. Agradeça com gestos quando lhe cederem passagem ou lhe beneficiarem no trânsito

E se você já pretende começar a ensinar o seu filho a andar de bicicleta, dê uma olhada nessa técnica, que mostra como tirar as rodinhas da bicicleta aos poucos, evitando estressar a criança.

Inatividade Física

Atividades Físicas 16Set08

O sedentarismo pode causar vários problemas para a sua saúde

O sedentarismo pode causar vários problemas para a sua saúde

Cerca de 30% da população brasileira é inativa fisicamente, ou seja, indivíduos que não praticam qualquer atividade física no tempo livre, não realizam grandes esforços no trabalho, não se deslocam pra o serviço a pé ou de bicicleta e nem fazem a limpeza pesada em suas casas.

Esse número de indivíduos inativos foi colhido pelo Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco (Vigitel), através de 54 mil entrevistas em todas as capitais brasileiras em 2007, numa pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde.

Segundo o pesquisador Carlos Monteiro, da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), a identificação de 30% de adultos nessa situação é um dado muito assustador.

A capital do Rio Grande do Norte - Natal, apresentou maior índice de inatividade física (35,1%) e o menor índice foi registrado em Boa Vista/RR.

Foi constatado que a inatividade física é mais freqüente no sexo masculino do que no feminino.

Homens, vamos suar mais a camisa. E mulheres, parabéns! Vocês estão indo pelo caminho certo.

Vejam os dados:

Entre os homens, o maior nível de sedentarismo foi observado em João Pessoa/PB (47,3%), Natal/RN (46,8%) e Macéio/AL (43,9%).

O menor nível de sedentarismo foi encontrado em Boa Vista/RR (28,6%), Porto Velho/RO (31,7%) e Palmas/TO (33,3%).

Já com as mulheres, as maiores freqüências de sedentarismo foram encontradas em Aracaju/SE (26,5%), Natal/RN (25,4%) e João Pessoa/PB(25%).

Mulheres nordestinas, pratiquem mais atividade física para um melhor estado de saúde!

As menores taxas de sedentarismo entre as mulheres são em Boa Vista/RR (14,6%), Manaus/AM (14,8%) e Porto Velho/RO (16,6%).

No Distrito Federal (21,5%) é o lugar onde mais se pratica exercícios físicos e São Paulo/SP (10,5%) é onde menos se pratica atividade física.

No geral, a freqüência de adultos praticantes de atividade física como lazer foi considerada modesta em todas as capitais. Também foi verificado que mais homens do que mulheres praticam atividade física no lazer.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta dados de que cerca de 70% dos brasileiros praticam pouca ou quase nenhuma atividade física regular.

Outras pesquisas comprovam que os hábitos sedentários são responsáveis por 54% do risco de morte por infarto e 37% por cancêr.

Pessoal, vamos reverter essas estatísticas. Vamos praticar mais atividade física e ter mais saúde e qualidade de vida. Exercícios físicos devem fazer parte de nossa rotina do dia-a-dia, assim como alimentar-se, tomar banho e ir ao trabalho!

Por Vânia Almeida do Cuidando do Corpo.

Como escolher uma atividade física adequada

Atividades Físicas, Esportes 28Ago08

Escolha uma atividade física que tenha tudo a ver com você!

Escolha uma atividade física que tenha tudo a ver com você!

Desta vez quero tentar responder a uma pergunta que muitos alunos me fazem: “Qual é o esporte ideal para mim?” Costumo dizer que o esporte “ideal” ou “melhor” não existe. Talvez haja apenas o mais adequado às limitações e gostos de cada um. De qualquer modo, acredito ser bastante útil comparar as principais características, benefícios e outras variáveis das modalidades. Essa comparação, que pode ser feita na tabela abaixo, deve ajudar o leitor a escolher com maior clareza as atividades físicas que pretendem praticar. Aí vai:

Modalidade Faixa Etária Indicada (anos) Principais Benefícios Principais Riscos
Atletismo (Velocidade/ Saltos) 15-35 Melhora da coordenação, Equilíbrio,
Ganho de massa muscular, explosão
Lesões musculares
Basquete 08-70 Melhora da agilidade,coordenação, explosão, trabalho em equipe Lesões traumáticas, principalmente entorses de tornozelo
Corrida
(Fundo)
25-90 Melhora da capacidade cardiorespiratória Lesões por excesso de uso, como tendinopatias (tendinites)
Ciclismo 25-70 Melhora da capacidade cardiorespiratória, resistência muscular Lesões por excesso de uso, como tendinopatias (tendinites)
Dança 06-70 Melhora da agilidade, coordenação, flexibilidade, capacidade cardiorespiratória, trabalho em equipe Lesões por excesso de uso
Futebol 08-50 Melhora da agilidade, coordenação, capacidade cardiorespiratória, explosão, trabalho em equipe Lesões musculares e traumáticas
Ginástica Localizada 30-60 Melhora da força, resistência muscular Lesões por excesso de uso, como tendinopatias (tendinites)
Lutas 12-60 Melhora da agilidade, coordenação, explosão, força muscular, flexibilidade e capacidade cardiorespiratória Lesões por excesso de uso e traumáticas
Musculação 25-90 Melhora da força, resistência muscular Lesões por excesso de uso
Natação 04-90 Melhora da capacidade cardiorespiratória, capacidade pulmonar Lesões por excesso de uso, como tendinopatias (tendinites)
Pilates 18-80 Mellhora da consciência corporal, força e resistência muscular (principalmente tronco) Lesões musculares (raras)
Tênis 06-70 Melhora da agilidade, coordenação, explosão Lesões por excesso de uso e musculares
Treinamento Funcional 25-80 Melhora da agilidade, explosão, coordenação, força e resistência muscular Lesões por excesso de uso e musculares
Triatlo 12-70 Melhora da capacidade cardiorespiratória, capacidade pulmonar, resistência muscular Lesões por excesso de uso e traumáticas, principalmente por causa do ciclismo
Voleibol 08-60 Melhora da agilidade, coordenação, equilíbrio, explosão, trabalho em equipe Lesões musculares e traumáticas, principalmente entorses de tornozelo
Yoga 30-90 Mellhora da consciência corporal, flexibilidade. força e resistência muscular geral Lesões musculares (raras)

Vale lembrar que a tabela não contempla todas as atividades físicas existentes e se propõe a dar apenas uma visão geral sobre as modalidades mais comentadas pelos próprios leitores. O risco de lesão é inerente à prática esportiva e não necessariamente implicará no surgimento de alguma enfermidade. Da mesma forma, os benefícios destacados são os mais predominantes, mas podem ocorrer melhorias em outros aspectos em maior ou menor grau.

Sobre as faixas etárias, o objetivo é aconselhar a faixa na qual o praticante desfrutará ao máximo dos benefícios em relação aos riscos. Por último, repito que o mais importante é que as pessoas se movimentem, que realizem diversas atividades físicas semanalmente, de preferência com freqüência diária e, se possível, após terem sido examinadas por um médico e devidamente acompanhadas por um professor de educação física. Mexa-se!

A Importância do Alongamento

Atividades Físicas 15Ago08

Quando faço a avaliação física em meus alunos e pergunto quais são seus objetivos na academia, as frases que mais escuto são:

  • Quero ficar grande;
  • Preciso emagrecer;
  • Gostaria de ficar com o abdome de “tanquinho”;
  • Quero melhorar meu condicionamento físico;
  • Quero apenas manter minha forma física.

E outras coisas parecidas, porém, dificilmente alguém menciona a manutenção ou aumento da flexibilidade, que pode ser simplesmente definida como a capacidade de movimentar-se livremente sem grandes esforços das estruturas articulares e musculares, em contrapartida, a falta de flexibilidade pode gerar desequilíbrios, dores e por fim lesões nestas estruturas.

O simples hábito de alongar-se pelo menos uma vez ao dia reduziria absurdamente tais ocorrências, tanto para pessoas que fazem academia e ou praticam algum tipo de esporte quanto para os indivíduos sedentários.

Exemplo: Levante os braços, estenda os cotovelos e deixe as palmas das mãos unidas. Mantenha o olhar fixo à frente. Inspire e expire profundamente. Repita.

Exemplo: Levante os braços, estenda os cotovelos e deixe as palmas das mãos unidas. Mantenha o olhar fixo à frente. Inspire e expire profundamente. Repita.

Os alongamentos devem fazer parte de nossas vidas cotidianas, pois além de causarem certo relaxamento, “regulam” o corpo e promovem diversos benefícios como:

  • Redução da tensão muscular, deixando o corpo mais relaxado;
  • Aumento da amplitude de movimentos, permitindo movimentos mais soltos e fáceis;
  • Ajudam a prevenir lesões como distensões musculares;
  • Desenvolve a consciência corporal. Ao alongar diversas partes do corpo, nos concentramos em cada uma delas, e dessa forma acabamos conhecendo e dominando melhor nosso corpo;
  • Facilita a realização de atividades mais intensas que as do nosso dia-a-dia como corrida, ciclismo e atividades esportivas como futebol, vôlei, basquete e lutas, funcionando como um meio de avisar os músculos, tendões e ligamentos que estão prestes a ser utilizados.

Outro ponto positivo com relação aos alongamentos, é que estes podem ser realizados sempre que sentimos vontade. Eis alguns exemplos:

  • Pela manhã, antes de iniciar o dia;
  • No trabalho, para aliviar as tensões tanto físicas como psicológicas;
  • Após passar muito tempo sentado ou em pé;
  • Assistindo televisão, ouvindo música, lendo ou sentado.

Enfim, músculos fortes, flexíveis e previamente alongados resistem melhor ao esforço do que músculos fortes, rígidos e não alongados, portanto alongue-se!!!

Foto: Revista Gloss

Thiago Montechiesi é Coordenador e Avaliador Físico na Academia Total Sport em Vinhedo/SP e também Distribuidor Independente de Produtos de Nutrição.

A influência dos exercícios aeróbios na melhoria da saúde e qualidade de vida

Atividades Físicas, Esportes 25Jul08

O treinamento aeróbio é um importante componente de um programa de atividade física. A sua importância para a melhora da aptidão física, composição corporal, saúde e qualidade de vida é um fato. A capacidade que cada sessão de exercício aeróbio tem de acumular uma quantidade significante de gasto calórico, promove a redução dos fatores de risco para as doenças que vêm acometendo grande parte da população mundial, como, doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, hipertensão, etc.

O que são os exercícios aeróbios??

Antes de citar os benefícios do treinamento, é preciso esclarecer o que são exercícios aeróbios. De forma bem simplificada, todo exercício cíclico (movimentos padronizados e realizados de forma repetitiva), executado por um tempo prolongado, no qual haja aumento da freqüência cardíaca (número de “batimentos cardíacos” realizados por minuto) e da ventilação pulmonar (velocidade com que ocorre a inspiração e a expiração), pode ser considerado um exercício aeróbio, como exemplos temos: caminhada, corrida, natação, ciclismo,etc.

Natação é um exemplo de exercício aeróbio

Natação é um exemplo de exercício aeróbio

Qual e importância deles?

O treinamento aeróbio proporciona importantes adaptações no sistema cardiorrespiratório (sistema responsável pela respiração e circulação sanguínea), que após certo período de treinamento, aumenta sua capacidade de oferecer oxigênio ao organismo. A grosso modo, o condicionamento aeróbio é proporcional à capacidade do nosso organismo em captar o oxigênio do ar atmosférico, transportá-lo pela corrente sanguínea e utilizá-lo em nossas células como um gradiente para transformar substratos energéticos como a gordura, por exemplo, em energia mecânica (contrações musculares e movimento corporal). Não é uma maravilha?! Fazendo exercícios aeróbios matamos não dois, mas três coelhos com uma paulada só, aumentamos nosso condicionamento físico, diminuímos os riscos de adquirirmos doenças como as citadas anteriormente e ainda utilizamos a gordura como combustível para o treinamento!!!

Não sobram dúvidas de que o treinamento aeróbio é muito importante, porém, como foi citado no início deste artigo, ele é um dos componentes do programa de atividade física. No entanto, outras aptidões, como a neuromuscular (estimulada através da musculação) e a flexibilidade (estimulada através de exercícios de alongamento), também devem ser incluídas no programa, para que se obtenha um desenvolvimento harmônico de todas as capacidades físicas.

Como Treinar??

Com relação à prescrição do treinamento aeróbio, assim como a de qualquer tipo de treinamento físico, deve ser realizada por um profissional de Educação Física, pois não é um ato simples como parece. Sair pelas ruas andando, correndo ou pedalando, sem um mínimo de controle, pode resultar em malefícios. Para o desenvolvimento ou aprimoramento do organismo humano, não existe receita de bolo, pois existem alguns fatores que devem ser levados em consideração, como a individualidade biológica, nível de treinabilidade, situação nutricional e psicológica de cada indivíduo. Abandone o sedentarismo!!! Procure um profissional da Educação Física, seja na academia, no clube ou particular, construa com ele seu programa de treinamento e comprove os benefícios!!!

Thiago Montechiesi é Coordenador e Avaliador Físico na Academia Total Sport em Vinhedo/SP e também Distribuidor Independente de Produtos de Nutrição.

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