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Chocolate: Alimento dos Deuses

Alimentação 28Mar09

Chocolates

O chocolate chamado de Alimento dos Deuses pela civilização Maia, ainda causa dúvida de ser vilão ou mocinho, mas, apesar de diversos benefícios hoje em dia estudados, deve ser consumido com moderação devido a ser uma boa fonte energética e calórica, dependendo da proporção da manteiga de cacau, do açúcar ou leite, cada 100g pode conter de 350 a 500 calorias e é aí onde está o perigo.

Existem várias pesquisas que comprovam os benefícios do chocolate amargo, uma delas foi um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association” (2003), duas barras pequenas (10g cada) de chocolate amargo ao dia podem reduzir a pressão arterial em hipertensos e diminuir os riscos de infartos e derrames. Este dado foi comprovado por um estudo conduzido pela “Universidade de Glasgow” e “Instituto Nacional para Pesquisa de Alimentos e Nutrição “(Itália, 2003) com 12 voluntários, no qual a presença de antioxidantes foi aumentada em 20% nos indivíduos que ingeriram 100 gramas de chocolate meio amargo, em relação ao grupo que ingeriu chocolate ao leite. Segundo o estudo, a presença de leite no chocolate interfere na capacidade de absorção dos antioxidantes podendo neutralizar seus benefícios.

Os benefícios atribuídos ao chocolate devem-se à presença do cacau, que contém substâncias chamadas fenóis ou flavonóides que são antioxidantes responsáveis pela proteção contra doenças cardiovasculares, entre outras. Além disso, também agem na diminuição da pressão arterial, interferindo na melhora da função endotelial dos vasos.

Entre os benefícios, o chocolate contém as vitaminas A, B, C, D e E, minerais como fósforo e ferro, além de promover uma sensação de bem-estar. Mas nunca exagere, pois além do alto teor de açúcar, o chocolate também apresenta uma quantidade significativa de gordura vegetal hidrogenada, que compõe a famosa gordura trans. Quando consumida em excesso essa gordura pode contribuir para elevar os níveis de colesterol, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

O chocolate amargo é considerado o mais saudável, é feito do cacau puro, sem a adição das gorduras do leite e contém alto teor de flavonóides, os chocolates ao leite têm mais gordura adicionada e por isso, o branco é o maior vilão. E não adianta apelar para a versão diet, pois para substituir o açúcar é colocado ainda mais gordura.

A versão diet não tem açúcar, por isso é indicada aos diabéticos. Pessoas que sofrem de diabetes devem ficar atentas ao consumo de glicose e sacarose, açúcares rapidamente absorvidos pelo organismo. Por isso, mesmo que os produtos sejam light ou diet é importante ler com atenção o rótulo para observar qual é o teor de açúcar no alimento.

Para as pessoas que são intolerantes à lactose, existem chocolates feitos com soja, ao invés do leite de vaca. A vantagem é que ele não tem colesterol e nem gordura trans.

O excesso do chocolate na Páscoa, ou em qualquer época, pode ser prejudicial, principalmente se estes forem ao leite e branco, devido à gordura saturada presente no leite, podendo acarretar ganho de peso, elevação da glicemia (diabéticos), distúrbios gastrintestinais, como flatulência e diarréia.

Seja branco, ao leite, amargo, em pó ou diet, o chocolate é sempre irresistível. O consumo moderado do chocolate é o aceitável, se for na quantidade adequada para o indivíduo, o chocolate pode sim fazer parte da alimentação sem causar danos.

Michele Oliveira
Nutricionista formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba, com Especialização em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Gama Filho

Colesterol: O Grande Vilão?

Alimentação 24Abr08

Colesterol: O Grande Vilão?

O colesterol é um tipo de gordura produzida (sintetizada) no fígado, e é uma substância muito importante para a nossa vida. Sabe-se que 70 a 80% do colesterol circulante no sangue é produzido pelo fígado, o restante provém da alimentação. O colesterol e outras gorduras não podem dissolver-se no sangue. Para deslocar-se pelo sangue, o colesterol é incorporado em determinadas proteínas. A esta combinação de gordura e proteína dá-se o nome de lipoproteína. As principais lipoproteínas são as de baixa densidade (o colesterol “ruim”, ou LDL) e as de alta densidade (o colesterol bom, ou HDL).

Em pequenas quantidades existentes no sangue (< 200.0 mg/dL) é fundamental na fabricação de hormônios sexuais, cortisona, vitamina D, usada na formação da membrana das células do corpo, ácidos biliares e outras funções. Enfim, sem ele o ser humano não sobreviveria. O colesterol também está contido em certos alimentos, como: ovos, carnes e derivados do leite. Quando comemos estes alimentos freqüentemente e em excesso, a taxa de colesterol no sangue pode aumentar.

O colesterol alto pode ocorrer em qualquer pessoa, porém é mais comum em pessoas com estilo de vida associado à falta de atividade física e alimentação inadequada. Quando a quantidade de colesterol no sangue está elevada, ele se deposita na parede das artérias e forma placas gordurosas podendo levar à aterosclerose (obstrução das artérias pela formação de placas gordurosas).
Entre os fatores que atuam na prevenção e tratamento de altos níveis de colesterol, a alimentação desempenha papel fundamental, juntamente com um modo de vida saudável, prática regular de atividade física e controle adequado do peso. A prática constante de atividade física reduz ainda os níveis do colesterol LDL “mau colesterol” que obstrui as artérias e pode causar doenças cardíacas e eleva os níveis de HDL, o colesterol “bom” que ajuda a proteger o coração.

Valores considerados:

Colesterol Total
Ótimo: menor de 200mg/dl
Limítrofe: 200 a 239 mg/dl
Alto: maior ou igual a 240 mg/dl
HDLc
Baixo: menor que 40 mg/dl
Ótimo: maior que 60 mg/dl
LDLc
Ótimo: abaixo de 100 mg/dl
Desejável: 100 a 129 mg/dl
Limítrofe: 130 a 159 mg/dl
Alto: 160 a 189 mg/dl
Muito alto: maior ou igual a 190 mg/dl

Fonte: III Diretrizes Brasileiras Sobre Dislipidemias da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)

Alguns cuidados importantes devem ser tomados na dieta diária.
Todos os alimentos de origem animal contêm colesterol e nenhum óleo de origem vegetal possui colesterol.
Algumas dicas:
1. Fazer de 5 a 6 refeições/ dia, respeitando os horários;
2. Reduza o consumo de carne vermelha, substituindo-a por frango ou peixe;
3. Troque os queijos amarelos pelos brancos;
4. Prefira as margarinas com fitosterol, que comprovadamente reduzem a absorção do colesterol; (Fitosterol uma substância que melhora o desempenho do sistema cardiovascular)
5. Evitar frituras e comidas gordurosas;
6. Aumente o consumo de fibras solúveis, encontradas na aveia, nos feijões e em frutas como a maçã, elas ajudam a retirar o colesterol de circulação eliminando-o pelas fezes;
7. Aposte nos alimentos ricos em antioxidantes, como as frutas cítricas e as folhas verde-escuras, eles impedem a oxidação do LDL que está por trás da formação das placas de gordura;
8. Exercite-se todo dia por, no mínimo, meia hora;

Aproveite as dicas e dê mais saúde a sua vida.

Michele Oliveira
Nutricionista formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba, com Especialização em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Gama Filho

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